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Direito de Resposta

Caros Cabo-verdianos: A entrevista da Romana publicada na FORCV pela atitude inglória assumida só posso concluir que ela esta perturbada. Que Deus lhe perdoa, pois ela deve ter sido muito pressionada e manipulada para o efeito, só que perdeu uma grande oportunidade de ficar calada.
Quem leu a referida entrevista conclui facilmente que ela foi infeliz e que transpira alguma aflição e abandono. Senão vejamos, fala da minha divida com o CACD, dívida essa que não é, e nunca foi segredo para ninguém. Ela foi feita com maior transparência possível, prevalecendo sempre, da minha parte, lisura e boa-fé para com a organização que vi nascer. Postura essa que muitos que por lá passaram nunca tiveram e não têm. Se formos analisar, com rigor, as várias administrações que passaram por essa organização, de certeza que teríamos hoje, pessoas atrás das grades acusada de gestão danosa. Sugeria ao meu amigo Alberto, que enviasse a Sra. Romana uma cópia do artigo que escrevi em tempos, onde enumerava vários factos da descalabrada gerência. Por isso, acho que a demagogia barata não entra neste jogo.
Para os que me conhecem sabem que sempre assumi as minhas responsabilidades, e que primo pela coerência nas minhas tomadas de decisões. É pena, a forma escolhida para a resolução desse assunto, evitando sempre o diálogo. Optaram pela retaliação da minha pessoa, demonstrando uma gritante falta de ética e moral...
(...) Podem estar certo que nunca, jamais poria em causa a decisão soberana dos tribunais, não obstante, ter a firme convicção que a sra Romana está a navegar num mar de equívocos, em consequência de uma má assessoria com base em desinformações. Quem informou a dona Romana das deliberações do tribunal das duas, uma, ou informaram-lhe muito mal, ou então, como tem sido usual, a interpretou de acordo com os limites e alcance imposta pela sua capacidade. Por favor, não confunda as coisas... não conclua em conformidade com as suas conveniências. Desafio a Sra Presidente de ontem e Directora de hoje do CACD, a apresentar todos os documentos que diz possuir, incluindo o JUDGMENT a FORCV. Pelo menos assim, a opinião pública fica a saber onde está a verdade, evitando que continue a desinformar, com o único e vil propósito de confundir os menos atentos, difamar e denigrir minha pessoa. E mais, para um melhor esclarecimento convido a Dona Romana para um debate público sobre este assunto e outros que julgo ser de capital importância para o futuro da CACD. Minha senhora aconselho-a a mudar de táctica, porque essa sua tentativa de linchamento público do minha pessoa e do meu bom nome, que levei tempo a construir, nunca conseguirá. Agora, recomendo-a a ver se não está sentada numa base de vidro, porque o tiro pode sair pela culatra, melhor dizendo o " FEITICIO PODE VOLTAR CONTRA O FEITICEIRO".
Quem disse a dona Romana que o Meritíssimo Juiz sentenciou um pedido de desculpa à sua pessoa? A senhora deveria ser mais responsável nas suas análises tendo em conta o cargo que ocupa e o local onde trabalha! Pois, um pequeno lapso seu poderá ser fatal para os que recorrem à essa instituição em busca dos seus serviços entenda-se, interprete. Recomendo-a a rever o Judgment ... Agora eu sim exijo um pedido de desculpas público, tendo em conta esta campanha de difamação e perseguição que a senhora tem levado a cabo contra a minha pessoa.
Fico com a sensação que a dona Romana às vezes sofre de amnésia, talvez tenha esquecido que deixou de dirigir-me a palavra por motivos meramente político!? A senhora recorda que assumiu essa postura para com a minha pessoa desde que a Comissão Nacional do PAICV declarou o seu apoio a MIS enquanto candidato às eleições presidências, depois de muitas indecisões e atrapalhações suas!? Agora vir dizer que esta tomada de posição sua quanto a este assunto não teve motivação política é absurdo, é ser demagoga, é tentar confundir a opinião pública. Se não sabe, queria-lhe informar, que o PAICV hoje está mais unido do que nunca, e a força dessa união será sentida muito em breve. O mais hilariante dessa farsa toda é a expressão usada por si, cito: “amigos, amigos negócio a parte”. Agora pergunto! Se é essa a sua máxima qual é o motivo qua a levou a contratar para trabalhar consigo hoje, pessoas, que no passado denegriram a sua imagem e são consideradas como persona non grata pela nossa comunidade em consequência do mau trabalho prestado ao CACD!? Deixemos de falácias e de pensar que estamos a relacionar com crianças.
O CACD, a semelhança de outras organizações não-governamentais está vocacionada para atender e ajudar a nossa comunidade, para prestação de serviço público em várias vertentes entre as quais a social e a humanitária. Não obstante essa vocação, enquanto membro desta comunidade a sra negou-me no passado mês de Outubro um pedido de espaço para angariação de fundos a favor da minha irmã que estava enferma e moribunda.
A sua resposta a minha petição foi silêncio total, ignorando, desprezando a mim e a minha irmã moribunda, portanto uma falta de respeito gritante para com a vida humana e não só, sobretudo desconsiderando uma petição daquele que deu toda uma vida para essa organização.
Mas graças a Deus, após a morte, os familiares uniram-se e realizaram um funeral digno e merecido com apoio óbvio da nossa comunidade. "Romana, kumunidade kriola ka ta dexa Carlos fronta". Pode crer que após essa sua vendeta sinto-me rejuvenescido e com forças para agarrar e abraçar com responsabilidade todas as causas dessa comunidade, fazendo-os sentir de que serei sempre um provedor, defendendo-os, fiscalizando e denunciando as futuras administrações danosas no CACD.
Para terminar e a bem do CACD peço Dona Romana que reflicta de forma desapaixonada, medindo as consequências da sua gestão e ver se não seria melhor para todos deixar o CACD para sangue novo. Tenho dito.
Carlos Tavares
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Comments
Where did Romana get information about the court hearing? Who represented CACD? Could it have been director Joseph Andrade who just quit his position as Chairman of the Board for the CV Subcommittee-Independence Day in Rhode Island.
Ka so Romana ki mesti sai di CACD.
Mesti Muda
O Carlos desta vez - finalmente - tem razão.
Se as coisas fossem feiras com linearidade e transparência muita gente estaria atrás das grades ou era obrigada a ressarcir as respectivas Associações dos danos provocados como está a acontecer com o Carlos.
Não só nos Estados Unidos. Na Holanda, França, Portugal e em todos os países onde qualquer Associação é objecto de Chorudas Ajudas dos respectivos Estados onde são residentes.
E a maior parte dessas Assocoações são dos Associados-Dirigentes, normalmente militantes do PAIGC/PAIGC.
O Carlos porque é que na altura não se dirigiu a um banco para pedir dinheiro emprestado? Porquê?
A Associação é algum banco? Empresta a tida a gente que lhe bate a porta? Não, claro. Só aos previlegiados. Daí...
Farsa. Só farsa de gente sem vergonha.
Hélio Afonso
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