 | | Deputado Cândido Rodrigues e Sidónio Monteiro |
PRAIA, CV – Em vez de debaterem problemas que afligem os imigrantes nos EUA, os dois deputados eleitos para o Círculo Eleitoral das Américas trocaram duras acusações durante o debate sobre o estado da Nação no parlamento cabo-verdiano.
Cândido Rodrigues e Sidónio Monteiro resolveram usar do tempo limitado da intervenção deles para mais uma vez lavar as suas roupas sujas na plenária da Assembleia Nacional na quarta-feira, 25 de Julho.
Passamos a publicar extractos de um artigo publicado no jornal Liberal Online que descreve o confronto entre os dois deputados foguenses.
"Rodrigues falava sobre os problemas da emigração e a ausência de Sidónio fazia-se notada, não fosse esse um tema que, por razões acrescidas, deveria implicar a sua presença em plenário. Mas, entretanto, provavelmente contactado por colegas de bancada, o parlamentar tambarina pelo Círculo das Américas acabou por aparecer. Finda a intervenção do deputado ventoinha, Sidónio pediu a palavra para responder e, embalado no discurso, acusou Cândido Rodrigues de, em plena ditadura do partido único, ter organizado grupos “para atacar o PAIGC na ilha do Fogo”, o que foi rebatido pelo deputado da oposição.
Cândido Rodrigues exigiu a “reposição do bom nome” e usou da palavra levando Sidónio “ao tapete”.”O Senhor liderava um grupo de milicianos que aterrorizava as pessoas no Fogo e, para defender as nossas famílias, organizamo-nos em grupo porque a Justiça era controlado pelo PAIGC”. E o deputado do MpD foi ainda mais longe, considerando Sidónio Monteiro “um criminoso e sem carácter que falsificou atestados para ganhar eleições”, referindo que se isto tivesse acontecido nos EUA ele perderia a licença para exercer medicina.
Sidónio Monteiro refutou – mas não aludindo à história dos atestados, bem como ao facto de usar a imunidade para se eximir a prestar contas à Justiça -, dizendo que está na politica por convicção e que não necessitava desta para viver.
Cândido Rodrigues perguntou ao deputado do PAICV, por que foi humilhado pelo Primeiro-ministro, que o enviou o para os EUA, porque em Cabo Verde ninguém o queria nas listas de deputados. “O senhor é um homem ultrapassado, nervoso e muito agressivo, que deveria deixar a política para os mais jovens porque o seu tempo há muito que terminou”, disse ainda o deputado ventoinha.
Sidónio Monteiro abandonou a sala de ombros caídos, depois de levar um “puxão de orelhas” que certamente não irá esquecer facilmente".
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Sobre esse episodio que nao e original no parlamento Sidonio queimou Candido que e uma pessoa impreparado para a nobreza dessa funcao isto porque Sidonio esta nas tintas e no fim da carreira feito a custa da politica
O processo eleitoral de Santa Catarina de Santiago chega finalmente ao seu fim, com a decisão do Supremo Tribunal da Justiça, que reconfirmou na sua sessão de Sábado,28, a vitória do PAICV na Assembleia Municipal por uma margem de 2 votos, tal como deliberou a Assembleia de Apuramento Geral.
Conforme o Acórdão nº 12/2012, o STJ deliberou «julgar improcedente o recurso interposto pelo MpD», que requereu o cumprimento do Acórdão nº 10/2012 da mesma instância judicial. Contamos trazer mais pormenores deste Ácórdão do STJ nas proximas edições deste diário digital.
Diante de tudo isso, Silva avança que a candidatura do MpD «requereu ao STJ que seja declarada nulidade do apuramento realizado no círculo eleitoral de Santa Catarina de Santiago, na sequência das votações ocorridas nas Mesas de Apuramento de Votos de Boa Entrada e Cruz Grande, e ordenada a realização de novo apuramento geral das 73 MAV do mesmo círculo».A equipa ventoinha fundamentou que o Acórdão nº 10/2012 recomendava a repetição do apuramento geral das mesas por efeito da requalificação dos votos em branco e não o apuramento de forma parcial, como aconteceu.
Por isso, Francisco Tavares declarou que não aceitaria nem permitiria «que os resultados das autarcas em Santa Catarina fossem adulterados na secretaria». Resta saber o que Tavares fará diante desta decisão do STJ. De recprdar que o edil já convocou, para a próxima terça-feira, 31, uma manifestação de protesto na Praia, em frente ao Palácio do Governo e à sede do Supremo Tribunal de Justiça )STJ). Uma iniciativa que, conforme o mandatário José Maria Silva, «será em prol da democracia e para alertar o país sobre algumas anomalias que se vêm registando no nosso processo eleitoral, incluindo o caso de Santa Catarina».
Mais tranquilo está o concorrente José Maria Veiga, que diz ser justa esta decisão do STJ. Veiga faz questão de realçar que já tinha dito que não havia fundamento para Tavares impugnar os resultados dessas eleições, porque a AGA cumpriu o Acórdão do STJ, que decidiu «revogar as deliberações que qualificam os votos em branco e a sua atribuição às candidaturas». Em causa estavam, conforme determinou o mesmo Acórdão, a recontagem desses votos apenas em 8 mesas.
Maria Veiga admite que não será fácil coabitar politicamente com Francisco Tavares, mas disponibiliza-se para viabilizar a governação de Santa Catarina, participando em todas as sessões da Câmara enquanto vereador não profissionaliza do. «Vamos ter que viabilizar a governação de Santa Catarina, respeitando sempre os resultados das urnas. Além de 4 vereadores, o povo colocou o PAICV na presidência da Assembleia para fiscalizar a Câmara ganha pelo MpD. Os partidos devem, acima de tudo, defender os interesses dos eleitores. Vamos trabalhar para relançar Santa Catarina no processo de transformação de Cabo Verde», perspectiva JMV.
O defensor do projecto «Djunta mon» anuncia que estará, neste Domingo, em festa com as gentes do concelho na zona da Ribeira da Barca. José Maria Veiga avança que falará «da grande pressão que o povo de Santa Cataria sofreu durante a campanha, principalmente por parte de Carlos Veiga, que saiu descredibilizad o das autárquicas, por prestar mau serviço à democracia cabo-verdiana». ADP
O Supremo Tribunal de Justiça, enquanto Tribunal Constitucional de Cabo Verde, confirmou este sábado, 28, a vitória do PAICV na Assembleia Municipal de Santa Catarina, negando com isso razão ao recurso do MpD.
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