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(Fonte: Expresso das Ilhas) -- Salomão Sanches Furtado, candidato do PAICV à Câmara Municipal de S. Miguel, município do interior da ilha de Santiago, está a ser acusado de crime de falsificação de documentos.
A crítica aponta que Salomão Furtado terá falsificado um certificado de habilitações literárias do ex- 7º ano dos liceus, para poder prosseguir os estudos em Portugal.
Conforme a fonte, Salomão Furtado deslocou-se a Portugal entre 1993 e 95, para aí frequentar um curso técnico profissional em Administração Local, no Centro de Estudos e Formação Autárquica, CEFA, em Coimbra. Na altura avança a fonte, Salomão Furtado era habilitado com o então 5º ano dos liceus. "Em Portugal, ele providenciou um certificado do ex- 7º ano dos liceus", afirma, para de seguida acrescentar que com o "certificado falso" Furtado consegue prosseguir os estudos e concluir o 12º ano, sem que no entanto tenha estudado os anos subsequentes ao então 3º ano dos liceus.
Conforme o nosso informante, graças aos "certificados falsos", Salomão Furtado conseguiu matricular-se na cidade da Praia num curso de Gestão e Marketing, nível bacharel, para de seguida regressar a Portugal onde viria a prosseguir a licenciatura em Gestão Autárquica. "Todos os seus diplomas são falsos", afiança a nossa fonte que faz saber que o processo vai ser levado às instâncias capazes, para competente investigação e posicionamento em consequência.
Instado com o porquê desta denuncia apenas agora, em período eleitoral, o nosso informante cuja identidade reservamos, por ora, avança que tal atitude se justifica, "a bem da democracia e das instituições". "É um imperativo perseguir este tipo de crime, sob pena de termos uma falsa administração", acrescenta, considerando ser uma "imoralidade" que um cidadão falsifique documentos. "Com que legitimidade ele (Salomão Furtado) se apresenta ao eleitorado para pedir confiança, se ele próprio viola o princípio da seriedade", questiona a nossa fonte.
Sobre Salomão Furtado, que até a presente data é Director-geral da Administração Local, pesa um outro "crime". Segundo consta, no primeiro ano da Comissão Instaladora do município de S. Miguel, Furtado foi requisitado para desempenhar as funções de Secretário Municipal, tendo exercido tal cargo durante cerca de ano e meio. Consta, no entanto, que Salomão Furtado enquanto esteve na Comissão Instaladora usufruiu "consciente e fraudulentamente" dois salários, ou seja, o salário na categoria de Secretário Municipal e outro na categoria de técnico profissional no Gabinete de Descentralização. "Na Comissão Instaladora ele recebia o seu salário a 100 por cento. Consciente e fraudulentamente ia recebendo também o seu salário, a 100 por cento, na Descentralização", afiança a nossa fonte, para quem esses casos "configuram irregularidades financeira e crime de falsificação", que no seu entender devem merecer competente investigação a "bem da democracia e da verdade".
Salomão Furtado não reage
Confrontado com as acusações contra a sua pessoa, Salomão Furtado que se encontra no terreno, em campanha para a sua eleição, como presidente da Câmara Municipal de S. Miguel, evitou comentários a propósito. Ouvido telefonicamente, Furtado que quis saber de quem partiu a acusação contra a sua pessoa, foi logo considerando que esta é uma forma de ataque à sua pessoa. Se vai afectar a sua campanha, Salomão Furtado reage negativamente. Parco na reacção, o nosso entrevistado foi dizendo que em fórum próprio os acusadores serão chamados a capítulo. "Em local próprio vamos confirmar as acusações", disse.
Salomão Furtado não se mostra disponível para reagir a estas acusações nem mesmo depois das campanhas, independentemente dos resultados de domingo, 18. "Não, não vou comentar nem mesmo depois da campanha", assegurou, acrescentando que "não faz sentido" reacções a esse respeito. "Não posso de forma alguma ter posicionamento", respondeu perante a insistência do jornalista.
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