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Em que pode beneficiar a Obama seu apoio ao matrimónio homosexual? As cinco chaves da decisão

Barack Obama se converteu na semana passada (Quarta Feira, 9 de Maio) no primeiro presidente estadounidense em expressar publicamente seu apoio ao matrimónio gay. Obama anunciou o seu apoio, depois dos votantes do estado de Carolina do Norte terem dado um redondo nao ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Nunca antes nenhuma personalidade com tanto poder e influência, como o presidente dos Estados Unidos, havia afirmado que suportava o casamento gay, fazendo com que a passada Quarta Feira, parecesse como o ponto de viragem.
Certamente esta declaração ira dar ao movimento gay um novo impulso e é um passo para frente nas suas reinvindicaçoes de igualdade de direitos.
Em termos práticos, não é claro quando e quanto esta posição do presidente pode mudar o procedimento público. Ele disse que é um sentimento meramente pessoal e que continua a suportar o direito dos estados da união a decidir as regras do que consiste o casamento.
Rhode Island House Speaker (Presidente da Assembleia do estado), colocou a questão: “O que isto vai mudar?” e reconheceu que esta declaração “é importante”, porque a posição do lider da nação embora pessoal, tem grande peso e certamente vai fazer com que outros politicos avancam em suporte da ideia.
Por seu turno a Igreja Católica, sente-se debaixo de ataque do presidente nos seus valores tradicional e liberdade religiosa e tambem insiste que a definição do casamento é entre o homem e a mulher (e não entre homem e Adao ou mulher e Eva, enfase minha). “Este é um dia triste na historia da America”, sublinhou o Bispo Thomas Tobin, lider da Igreja Católica em Rhode Island, depois de ouvir os comentários do presidente Obama; mas e claro que muitos membros do “rebanho” não estão de acordo com os lideres da igreja.
O anúncio do 44º Presidente dos EUA, suscita algumas interrogações. Influenciará o anúncio na percepção da opinião pública? Que riscos acarreta a campanha para re-eleição?
Estas cinco chaves, podem ajudar a contextualizar a decisão do presidente e trazer algumas pistas sobre o seu possivel impacto eleitoral.
I –Um pais dividido
Cada vez mais os cidadãos dos EUA, estão a favor da ligalização do matrimónio gay. Assim o confirmam os dados da sondagem Gallup, que mostra a mudança que se ha operado nas ultimas duas decada. Uns 68% dos estadounidenses eram contra o matrimónio homosexual em 1996. Hoje a percentage baixou ate 48% e é muito menor entre os votantes democratas (34%) e entre os independents (40%). Ainda assim é importante notar que em este assunto os EUA é um pais dividido. Apenas 2 pontos separam os que defendem a proposta das que se opõe a ela. Ambos são grupos bem definidos. Estão a favor os ateus (88%), as mulheres (56%), os jovens (66%), os graduados universitários (57%), os crentes que não frequentam igrejas (67%). O apoio escasseia ao contrário entre os homens (42%), os protestantes (38%), as pessoas de baixo nivel escolar (43%), os republicanos (22%) e os maiores de 55 anos (40%).
II – Os votos em contra
Os homosexuais atualmente podem contrair matrimónio em seis estados dos EUA (entre os quais quartos sao da Nova Inglaterra): Connecticut, New Hampshire, Massachusetts, Vermonte, Nova York, Iowa; e Washington DC -Distrito Federal de Columbia (apartir do proximo mes); Maryland apartir de 1 de Janeiro do proximo ano, depois de um referendo nas eleicoes de Novembro. Destes estados, com excepção de Iowa, todos são territorios inequivocamente democratas e situados em uma das duas costa.
O casamento gay foi sempre fruto de um processo legislative ou judicial. Nunca foi aprovado num referendo e so venceu uma vez nas urnas, em um plesbicito celebrado em 2006 no estado do Arizona, cuja decisão foi revocada em outro plesbicito depois. Uma trintena de estados emendaram suas constituições para definir o matrimonio como uma união entre um homem e uma mulher. Na Terça Feira (8 de Maio), os conservadores lograram uma Vitoria nítida na Carolina do Norte e em Novembro votarão os cidadãos de Minnesota e Maine (talves Ohio e Nebraska tambem).
A cidadania tem indo mudando a sua atitute sobre o matrimónio gay, mas os dados demonstram que e um assunto que pode sair derrotado nas urnas. Talves porque mobilize menos a seus defensores que os seus adversarios, sobretudo nos estados da America profunda.
III – Olhos nos estados decisivos
Este assunto, plantea um problema estratégico para o presidente, todos os estados que serão decisivos em Novembro, com excepção da Pensilvania, já aprovaram emendas proibindo o matrimónio homosexual. Assim o fizeram: Nevada, Arizona, Ohio, Florida, Colorado, Michigan, Virginia e na ultima Terca Feira, Carolina do Norte (um estado onde Obama ganhou por margem minima em 2008 e onde o Partido Democrata celebrara a sua convenção em Agosto próximo).
As eleições nos Estados Unidos se decidem em um punhado de estados e não parece ser estados onde o matrimónio gay tem o apoio da população. A maioria são territorios rurais ou industriais situados no meio oeste, onde o desemprego e a economia são os únicos assuntos da agenda eleitoral.
IV- A energia dos jovens
O anúncio do presidente podia ser um chamariz para os jovens, cujo apoio foi decisivo em 2008 e em que se nota uma certa decepção.
Aos olhos de Obama esta custando fazer com que os universitarios se registam para votar nas eleiçoes de Novembro e não ha logrado recuperar a ilusao nos campus universitários, onde se começou a indignação dos protestos do “Occupy Wall Street.”
A declaração poderia ser tambem uma base para melhorar as financas entre a comunidade gay, um setor com formidavel poder aquisitivo, que poderia trazer dolares para a sua re-eleição para o último mandato como inquilino da Casa Brava e ainda em contrapartida conseguir o apoio dos 31 milhoes de gays dos Estados Unidos ou seja 10 porcento da populacao.
V- A economia
Os expertos coincidem em que somente um assunto importa nas eleiçoes de Novembro e não é o matrimónio homosexual. A campanha estará em volta da economia e uma taxa de desemprego em cima dos 8% (a nivel nacional), que não esta a baixar.
Alguns analistas crêm que o anuncio da passada Quarta Feira, poderia ajudar o republicano Mitt Romney a atrair as urnas os votantes evangelicos, que nao se fiam da sua condição de mormon (membro da Igreja dos Santos dos Ultimos Dias). Mas a impressão geral é que os votantes conservadores haveriam de votar por Romney de toda a forma porque a figura de Obama tem um efeito polarizador. Ha quem advirte que o anuncio poderia danificar o apoio entre os espânicos, mas estes estão mais preocupados com os problemas quotidianos, como o desemprego e a emigração. Tambem ha quem diz que esta declaração poderia retirar Obama alguns votos dos católicos, mas as cifras da sondagem Gallup sugere que 51% dos catolicos estão a favor do casamento gay, uma percentagem muito similar ao resto dos cidadaos, o que confirma o carater progressista dos catolicos estadounidense.
Conclusão
Muitas pessoas, que não são gay ou lésbicas viram, como Obama, as suas posições nesta materia mudar com o tempo. Obama nem sempre concordou com o casamento de pessoas do mesmo sexo. Declarou-se contra em 2004 e 2008; em 2010 e 2011 tinha afirmado que ainda não estava convencido. Finalmente amenos seis meses das eleições, numa entrevista ao programa de televiseo “Good Morning America”, anunciou que passara a considerar correcto o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Alguns que votaram para vetar a lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2009, disseram que desejavam que haja uma alternativa, que garante as familias proteção legal, mas manter a palavra “casamento” para famílias que aparecem como as deles.
Como Obama muitas vão encontrar que esta posição é uma das mais duras de suportar. Como Obama, vão encontrar que esta questão e realmente sobre famílias enquadrados juntos no e a necessidade de terem os mesmos direitos e proteção que outras famílias já disfrutam.
A posição do presidente Obama tr á s um exemplo real de como profundas posições podem mudar e mostra a boa vontade de ir atraves do processo. Este tipo de liderança pode fazer a diferença.
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Comments
"O anúncio do presidente podia ser um chamariz para os jovens, cujo apoio foi decisivo em 2008 e em que se nota uma certa decepção".
Podia ser um chamariz para os jovens?
Isto partindo do principio de que os jovens apoiam esta posição, o que é grave.
De facto os jovens são o futuro do Mundo.
Se apoiam esta posição, apoiam a paragem da CRIAÇÃO. O FIM do Homem. A Tragédia Final.
A política, o DESEJO do PODER em si, ter-se-á ultrapassado o DESEJO PRIMEVO, o DESEJO CÓSMICO do Homem pela Mulher e vice -Versa? O Desejo que redunda em PROCRIAÇÂO? o DESEJO, O APETITE SEXUAL de todos os animais e que no HOMEM - ANIMAL , mas, RACIONAL - se sublimou, se embelezou, se transformou em AMOR?
Será que os jovens são, conscientemente , favoráveis a uma perversão desta natureza ou será que, por interesses mesquinhos do Homem - a caminho da irracionalidade - eles, os jovens, são LEVADOS a admitir tais perversões?
Estas questões e posições não são da DIREITA ou DA ESQUERDA, de ricos ou de Pobres, de INtelectuais ou de Ignorantes. Não são políticas, como pretendem fazer crer os políticos. São ÔNTICAS. São Escatológicas.
Infelizmente essas questões, FUNDAMENTAIS, são tratados nos jornais com uma ligeireza, apenas para arrebanhar uns tantos votos políticos.
Sodoma e Gomorra existiram.
Nova YORKa, LONDRES, PARIS oU BERLIM, existem.
Façam, jovens, tudo para que possamos continuar a existir. Vós sois o Mundo.
Jaime Cortesão de Albergaria
Se ha algo que vai impedir a reeleicao de Obama sera esta decisao aqui.
In-depth article.
Do keep sharing your thoughts with us, in Portuguese and English, but definetely in our beloved Kriolu, too.
Forsa!
Ok. Nho tem razam. No tem qui screbé fudamentalmente també na nós criolo.
Excelenti comentário di sr. Cortesão.
Quem qui sa ta apoia quesi [*********]s ca sa ta odja cumó si cusa continuâ sigó dgenti ta cabâ nês mundo?
Homi co homi é um brigonha.Mudjer co mudjer é um pena.
Má quem qui al tem corage di apoiâ um cusa desti?
Es ca cré ser conchedo pa Reacionário? Pa ignoranti? Mi am tam mi é mas ignoranti homi di mundo: Má mi é contra.
Am ca ta tratâ mal´ninguèm qui ta sofré di es cusa, nem am ca ta troça desi pamó é um cusa qui ninguém ca ta cré.
Má mi é contra es cultura e apoio di ses [*********]s qui ta fazé manifestaçam, etc.
Apoiado sr. Cortesão.
Força, rapazis.
Nhos screbé na criolo també.
Hermogi
Pan asco. tudo pehado. É ca ninhum palabra malcriado nem ofensivo. Nós criolo tem ses palabra també. própri. E no tem qui papia nós língua.
Força.
Hermogi.
"Nunca antes nenhuma personalidade com tanto poder e influência, como o presidente dos Estados Unidos, havia afirmado que suportava o casamento gay, fazendo com que a passada Quarta Feira, parecesse como o ponto de viragem."
Ponto de viragem de quê, sr Carlos Spinola?
Da derrota de Obama?
Pois não creio que pelo facto do actual presidente apoiar o casamento entre pessoas do mesmo género o mundo vai passar a pensar como ele.
É mais um que, neste ponto, pensa mal.
Acredito porém que muita gente se vai deixar influênciar por isso e que pela certa até os mais Direitista homosexual vaivotar Obama.
Em contrapartida muitos homens e mulheres da esquerda irão votar para os republicanos.
Ainda há quem tenha autonomia de pensamento nos EUA. Pelo menos em pontos vitais da Humanidade.
Jacinto Crespo
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