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Saturday, 18 May 2013
POLITICS - Hopffer Almada já tinha previsto a “guerra” entre o Presidente e o Primeiro-ministro 10 anos atrás

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Hopffer Almada já tinha previsto a “guerra” entre o Presidente e o Primeiro-ministro 10 anos atrásPrintE-mail
Sunday, 13 May 2012
Written by FORCV

david-hopffer-almada.jpg

A “guerra” entre o Presidente e Primeiro-ministro de Cabo Verde atingiu proporções graves nestas duas semana com o PR a “puxar as orelhas” ao PM por ter passado-lhe a perna na reunião da CEDEAO e o último a retorquir que ‘não é subordinado do Presidente da República”.

No entanto essa críse já tinha sido previsto à 10 anos por David Hopffer Almada, um dos candidatos às últimas eleições presidenciais que levou Jorge Carlos Fonseca ao poder.

Almada publicou uma nota intitulada Ter Razão Antes do Tempo (ver embaixo) na sua página de Facebook este sábado onde delineou como já tinha previsto o inevitável confronto entre um PR e PM de diferente cor política em Cabo Verde.

Ter Razão Antes do Tempo (Por David Hopffer Almada)

No meu Livro, intitulado "A Questão Presidencial en Cabo Verde – Uma Questão de Regime”, publicado em 2002, já havia previsto o que poderia acontecer, á luz da Constituição, antes da REVISÃO de 2010, no dia em que o PR e o PM não fossem da mesma côr política ou apoiados pela mesma Formação Político-Partidária.

Dez anos passados, e com a Revisão da Constituição ,já feita em 2010, os meus receios de então estão batendo á porta! Publico, a seguir, um Extracto do que escrevi nesse Livro, há dez anos:

(…)

"Bem se poderá argumentar em defesa da opção feita pela actual Constituição que, dez anos depois da sua aprovação e entrada em vigôr, nenhuma crise insanável se verificou por causa dela e que, portanto, os receios aqui apontados não têm razão de ser.

Mas não é bem assim!

Se até agora, não houve conflitos graves (publicamente revelados) e insanáveis, resultantes da forma como a Constituição regula a distribuição dos poderes e competências pelos diversos órgãos políticos de soberania, isso fica a dever-se, essencialmente, a razões muito concretas, subjectivas e objectivas.

Por um lado, o facto de o Titular da Presidência da República nos dois mandatos anteriores, ser uma pessoa muito discreta e avessa a protagonismos, além de ter sido sempre muito escrupuloso no respeito pela Constituição. Por isso, mesmo não concordando com a Constituição, como, publicamente, revelou aquando da sua promulgação, jurou cumpri-la, tendo-a respeitado, escrupulosamente, até ao fim!

Mas, se o Titular da Presidência da República fosse outra pessoa, com outras características e preocupações? E se o Presidente da República resolvesse arrogar-se a legitimidade popular que lhe advém do voto directo do povo, contrapondo-a à legitimidade dos poderes que a Constituição dá ao Governo e não lhe dá a ele? E se os prosélitos do Presidente da República resolvessem invocar a antinomia existente entre a lógica duma eleição directa exigida pela Constituição e a escassez de poder de intervenção deixado ao Presidente da República na mesma Constituição?

Portanto, essa é a principal razão, de natureza subjectiva, que evitou que o País se tivesse já mergulhado nalgumas crises institucionais profundas, durante a vigência da actual Constituição.

Por outro lado, e esta é uma razão de ordem objectiva, o facto de até agora, o Governo e o Presidente da República terem sido suportados pela mesma Força Política.

Com efeito, a circunstância de o Presidente da República e o Primeiro-Ministro terem saído, nesta década de vigência da Constituição, do mesmo Partido ou terem sido apoiados pelas mesmas forças políticas, tem ajudado a uma convivência, apesar de tudo, sem grandes, permanentes e irremediáveis sobressaltos.

Esta questão merece, porém, uma análise ponderada pois que o princípio não é, absolutamente, linear.

É que o facto de o Presidente da República e o Primeiro-Ministro pertencerem a uma mesma formação política ou partidária pode ajudar a uma sã e pacífica convivência. Mas tal facto (num sistema de governo como o cabo-verdiano, em que o Presidente da República não intervém, de nenhuma forma na governação, e o Governo não responde perante o Presidente da República) também a pode prejudicar ou perturbar.

Efetivamente, se o Presidente da República fôr apoiado pela mesma força partidária que o Primeiro-Ministro, haverá uma pacífica e tranquila convivência, se aquele não pertencer ou não fôr membro proeminente dessa força e nela não tiver nenhuma ascendência que lhe permita comandá-la ou influenciá-la ainda que à distância, por interpostas pessoas. Essa realidade tolherá qualquer pretensão do Presidente da República ir para além do que estritamente a Constituição lhe permite, e ele não cederá à tentação de desafiar o Primeiro-Ministro e invadir o território do Governo.

Mas também (e ai está o reverso da medalha) pouco mais será do que uma figura decorativa, com pouca capacidade de intervenção, e condenado a não poder ser nem árbitro nem moderador do sistema

Mas se o Presidente da República fôr da mesma formação político-partidária que o Primeiro-Ministro e nela tiver tecida a sua própria rede de laços, interesses e cumplicidades, necessariamente que terá sobre o Primeiro-Ministro e o próprio Governo uma ascendência indesmentível que poderá ser tentado a transferir para a área da governação. É que essa teia de relações instaladas no aparelho partidário dá-lhe condições, senão para dominar, pelo menos para pressionar, obstruir, dificultar ou ofuscar o Primeiro-Ministro e o Governo.

Isto é: se o facto de o Presidente da República e o Governo pertencerem à mesma formação política pode ajudar (e normalmente ajuda em países com sistemas de governo presidencialistas ou de forte pendor presidencial, o que não é o caso de Cabo Verde!) a evitar alguns conflitos, pelo menos públicos, também pode impelir o Presidente da República a, verificados certos pressupostos e em certas circunstâncias, invadir, contra a Constituição, uma zona de competências que não é sua, sobretudo se tiver a consciência da ter alguma ascendência sobre o Primeiro-Ministro e sobre todo o Governo, em resultado do seu próprio domínio sobre o aparelho partidário que suporta esse Governo e Primeiro-Ministro.

Naturalmente, que se o Governo quiser definir os campos e impôr a ordem constitucional, na sua plenitude, os conflitos poderão saltar a público.

Mas, há que reconhecê-lo, sendo da mesma formação político-partidária, é mais difícil chegar-se ao extremo do conflito... público.

No dia, porém, em que, no actual quadro constitucional, o Governo e o Presidente da República não forem suportados pela mesma força política, ou haverá crises graves que ninguém saberá como resolver, porque a Constituição não indica caminho nem dá solução, ou o Presidente da República deixará, práticamente, de ter existência e visibilidade no País, que o elegeu, e será, finalmente, uma figura menos que decorativa!

Desde logo, porque o Governo (e o Partido que o suporta) tudo farão para que o Presidente da República não tenha qualquer intervenção, para além dos estritos e estreitos limites que a Constituição lhe concede e não o deixarão ter nem assumir qualquer protagonismo.

E o Presidente da República nada poderá fazer!

É certo que se poderá dizer que o Presidente da República pode sempre reagir utilizando os únicos e parcos meios que a lei põe à sua disposição. Por ex. não procedendo às nomeações que lhe sejam propostas pelo Governo (lembre-se que o Presidente da República nomeia, sob proposta do Governo, os Embaixadores, o Chefe e o Vice-Chefe do Estado Maior, o Procurador Geral da República, o Presidente do Tribunal de Contas), e utilizando o seu poder de veto nos diplomas que lhe sejam enviados pelo Governo para promulgação, etc.

Aliás, convirá sublinhar que o poder de veto e o de nomeação, ainda que sob proposta do Governo, dos mais altos dirigentes do Estado, são os mais importantes poderes que sobraram ao Presidente da República, na actual Constituição, e que ele poderá, eventualmente, utilizar para se impor ou para pressionar o Governo.

Mas admitir isso como solução ou como contrapeso posto à disposição do presidente da República é aceitar a subversão do próprio regime e dos valores sobre que assenta.

É que o papel dum Presidente da República é o de evitar ou apaziguar conflitos institucionais, resolver ou sanar as crises, enfim encontrar a paz, a tranquilidade e a harmonia institucionais, e não o de os criar.

Não é crível nem defensável, pois, que ele utilize a recusa sistemática ou o veto de gaveta ou político para se contrapor ao Governo ou para manifestar o seu peso, força ou puder. Não é aceitável que ele recuse fazer nomeações propostas pelo Governo ou promulgar diplomas aprovados pelo Conselho de Ministros, com base noutras razões que não sejam as do manifesto interesse público nacional e do estrito respeito pela legalidade democrática.

Mas, além de não ser aceitável nem sustentável que um Presidente da República possa recorrer a esses instrumentos para se impor ou para se “vingar”, é de se lembrar que o eventual veto pode quase sempre ser ultrapassado, passando o Governo a iniciativa à Assembleia Nacional que pode fazer aprovar o diploma e confirmá-lo, quando necessário, pela maioria absoluta de deputados que, normalmente, é da força política que sustenta o Governo.

Quer isso dizer que se noutros Países (dotados de outro tipo de Constituição) é possível haver a chamada coabitação, com o Presidente da República apoiado por um partido e o Governo e a maioria parlamentar sustentados por outro partido ou coligações, sem que isso signifique o apagamento ou a submissão daquele por estes, em Cabo Verde, se isso acontecer, certamente que o Presidente da República será diminuído, humilhado e “apagado” do mapa político, sem que nada dentro do quadro legal, democrático e constitucional, possa fazer.

Aliás, em Cabo verde, não se pode, no fundo, falar de coabitação política entre o Presidente da República (apoiado por um Partido) e o Governo (apoiado por outro), pois que o Presidente da República, no sistema de governo, não compartilha da função governamental.

Imagine-se o que teria acontecido, por ex., se o Governo da II legislatura da 2ª República não estivesse já no fim de mandato, quando surgiu o conflito com o Presidente da República, a propósito da auto-suspensão do Primeiro-Ministro e sua substituição pelo Vice-Primeiro-Ministro ou do chamado caso Enacol. Nessa altura, tornaram-se públicas as graves contradições existentes entre o Presidente da República e o Governo. Apesar disso, apesar da evidente crise que se viveu, e declarada publicamente pelo próprio Presidente da República , este ficou manietado, sem nada poder fazer, porque, à luz da Constituição, nada podia fazer.

Imagine-se, por ex., que ainda faltavam dois anos de mandato: o País viveria em crise ainda mais dois anos naquela situação?! Quem resolveria a crise? Como?

É evidente que perante tal situação, que era de crise institucional grave, o Presidente da República devia, como magistrado supremo da Nação, eleito directamente pelo Povo, ter o poder de, face às circunstâncias, decidir qual o caminho a seguir.

Era, certamente, o que aconteceria em qualquer democracia estruturada sobre bases filosófico-jurídicas como a Cabo-Verdiana.

No entanto, anómalamente, em Cabo Verde tal não era, não foi, nem é ainda possível.

O que podia (e pode!) pôr em risco a estabilidade e a própria sobrevivência do regime democrático instituído no País, dadas as convulsões que tudo isso podia (e pode) gerar.

É, por isso, que a questão dos poderes presidenciais e a sua clara redefinição na Constituição, são, hoje, mais do que um simples problema de sistema de governo para o País, uma questão de regime!” (…)



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Comments  

 
+2 #1 Julio C de Carvalho 2012-05-13 08:24
H Almada disse que vai publicar um outro livro brevemente. Espero que ele ofereca orientacao "com argumetos legais" para evitar a situacao do genero.
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+3 #2 Crioulo Atento 2012-05-13 13:48
O que o Hopfer Almada nos está a sugerir é deixemos de ter Presidente da República? Sim, porque ter um presidente da mesma côr política para deixar o governo fazer tudo o que lhe der na gana como este do Sr. JMN, mais vale não não ter e assim o país pouparia nas milionárias despesas da presidência como foi a presidência do Sr. PP que entrou mudo e saiu calado. Não Sr. Hopfer! Tenha a coragem de apontar responsabilidad es ao chefe do seu partido, o paicv, que ainda não aprendeu a viver em democracia. Neste caso concreto, quem desrespeitou quem?
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-1 #3 José Bouquinhas 2012-05-13 16:09
Eu ja escevi sobre esta tematica aqui mesmo na FORCV precisamente na altura da eleiçao e tomada de posse do presidente.

Eu tive entao um debate aqui com um espertinho da silva que também achava como David Hopfer que a nossa constituiçao nao tem soluçao para esta crise, quando tudo vem na lei fundamental.

O problema é que os nossos juristas nao sabem ler a nossa constituiçao.

Vao ver o que escrevi aqui mesmo!

Ja agora volto a perguntar à FORCV, quando é que vai repor aqui todo o arquivo do passado com os meus debates que sao valiosos para essa gente que nao sabe pensar?!!!
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0 #4 tavares Pericles 2012-05-13 18:22
Dr.Jorge Carlos A. Fonseca,tido como distinto jurista e constitucionali sta de gabarito,partic ipou ativamente na feitura da Carta magna - Timorense, não, na revisão da constituição de 2010 Caboverdiana.O caderno de encargos, segundo ele,não lhe confere poderes suficiente puxar pelas o governo, pelo contrario, José Maria Neves,chefe do executivo esta nas tintas" não e subalterno ao Presidente da Republica". Assim , o partido que muito fez para a conquista, chegada ao palácio do Plateau na esperança, ver recompensado com vetos ate derrube do poder caiu por terra.Sera que Almada tem intrepidez em matéria constitucionais ? Fonseca,baixa a bola ou Zema ,bota cabresto? Vejamos!?
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-2 #5 fogo 2012-05-13 19:34
me custa acreditar nos argumentos do hoffer.imaginem 1 jurista que foi ministro de justica despromovido por p.pires a ministro de bola.claro,jose maria e seu afilhado e quica genro?
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+3 #6 Lutcha 2012-05-13 20:54
A opiniao do Hoffer Almada, nao e simplesmente uma interpretacao da Constituicao de Cabo verde; mas sim, uma opiniao a favor do seu amiguinho Jose Maria Neves, patrao da sua filha!!!
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-1 #7 Mendo Santiago 2012-05-14 04:33
"... Desde logo, porque o Governo (e o Partido que o suporta) tudo farão para que o Presidente da República não tenha qualquer intervenção, para além dos estritos e estreitos limites que a Constituição lhe concede e não o deixarão ter nem assumir qualquer protagonismo. E o Presidente da República nada pode fazer!"

"Tudo farão?" Atão os ataques estão(foram) mesmo programados, vão continuar e...

Mas, que raio?! Não têm mais que fazer? E os problemas de Cabo Verde, para quando a sua resolução, hein? O premier estará mais interessado em exibir a "agenda de transformação", mostrar que MANDA, que não é subordinado deste, ou daquele, do que em resolver os problemas reais, concretos, da energia, água, saneamento básico, desemprego, educação, terceira idade, etc, etc, é isso?

Marcação cerrada ao Presidente, não é, "seu" Hopffer?

Não entendo por que é que já se candidatou - e ia-se candidatar nesta última eleição presidencial! Para fazer o QUÊ????, com os "estritos e estreitos limites", concedidos pela Constituição?! Qual será o gozo, atendendo a que o Presidente, a modos que, nem tem onde morar? Qual é, pá?
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-4 #8 joao mendes da silva 2012-05-14 06:37
Neste momemnto o pais esta com um presidente bem escolados mas que nao entende nada de ser chefe de um estado soberano. Ele esta fazendo politica partidaria do seu partido que ele nao pode militar corpo e alma do momento mas milita na sombra, ele e um cambalacho
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-2 #9 José Bouquinhas 2012-05-14 08:02
O Mendo que eu saiba se a memoria nao me atraiçoa nao participou no debate que eu conduzi aqui mesmo na FORCV sobre esta tematica.

Alias o Mendo anda muito calado! Perdeu a sua potência de argumentaçao?!

Quem vai buscar o link do meu debate?!!!!
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+2 #10 Bilocas 2012-05-14 09:13
Na democracia há regras....

O Sr. Presidente da República pode dissolver a Assembleia quando as instituícões não estiverem a FUNCIONAR.
Ora o Governo é uma INATITUIÇÂO: O PRESIDENTE (OU A PRESIDÊNCIA) outra.
Daí....

Branco é galinha o põe...

Não sei se estará esplicita esta regra na CONSTITUIÇÃO. Mas ela está implicita em qualquer Constituíção. Com Maioria de razão na Constituição caboverdeana onde o presidente é eleito por Sufrágio Universal, constituindo uma INSTITUIÇÃO UNIPESSOAL, portanto con força e maior e reforçada representativid ade que qualquer outra INSTITUIÇão.

Mas o Dr. Jorge Carlos sabe exactamente a hora de Actuar.
Aliás um chefe de governo ou de qualquer outra instituição pode até ser destituído pelo seu mau comportamento moral, como assédio, favoritismo etc.

Os homens não são os donos do lugar que ocupam. Nem o presidente da República.
Pelo Menos numa democracia....

Bilocas
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-3 #11 José Bouquinhas 2012-05-14 09:29
Boa, Bilocas!!!! Até que enfim que aparece alguém com lucidez.

Claro que esse artigo existe e o presidente é precisamente o garante da constituiçao e o arbitro das instituiçoes.

Ha crise desde a campanha e o proprio presidente fez campanha denunciando uma crise grave em Cabo Verde.

Alias ele ao dar posse ao Primeiro ministro devia fazer-lhe assinar uma carta sem data com a sua demissao podendo assim demitir-lhe quando quisesse.

E' o que se faz em certos paises, quando o presidente é eleito por sufragio eleitoral e com base nesse pressuposto que lhe da o povo chama a si o poder de fazer o primeiro ministro assinar uma carta sem data antecipadamente , para poder demiti-lo em caso de crise e de desentendimento entre as duas instituiçoes, ja que o primeiro ministro nao é eleito directemente pelo povo mas numa lista.

O Zona é constitucionali sta mas passou-lhe esta pequena manha de escrever antecipadamente uma carta de demissao sem data e obrigar o Zé Maria a assina-la, caso contrario nao era nomeado!

Repito é o que se faz em grandes democracias ocidentais na previsao de conflitos entre o presidente e o primeiro ministro, que assinando essa carta, pode ser demitido quando o presidente quiser, alegando outros e os pontos de crise levantados por Bilocas.

O José Maria tem muitos rabos de palha extremamente graves para ser demitido. As instituiçoes nao estao a funcionar normalmente ha muito tempo.
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-3 #12 Confucio 2012-05-14 12:38
Bilocas = Jose Bouqinhas= canizades e precisam de um tranplante cerebral. Falam muito e nunca traduzem os eus verdadeiros caracteres que nao sejam deslizes de serem MPDISTAS, melhor porcos em delirios!
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+2 #13 comer bem 2012-05-14 14:08
Solteiras e casadas oferecem serviço de acompanhantes em São Vicente

Em alguns hotéis de São Vicente há um catálogo com fotos de jovens que fazem serviço de acompanhante. Crioulas solteiras e casadas mostram-se disponíveis para uma "noite de sabura" que pode custar entre 10 e 30 contos. Um serviço de primeira que conquista até governantes, quando passam por Mindelo.

A prostituição sempre existiu e sob diversas formas. Desta feita, são jovens cabo-verdianas, na sua maioria solteiras mas algumas casadas, que oferecem seus serviços de acompanhantes aos clientes dos hotéis, como revela uma fonte do A NAÇÃO.


"Muitas vezes elas chegam e finjo que não sei a razão da visita porque ficam quase que envergonhadas. Não faço julgamentos porque não sei qual a dificuldade de cada um colocar comida no prato", conta uma pessoa que conhece os meandros e o "modusoperandi" das senhoras e senhoritas.

Actualmente, este é um serviço muito requisitado nas noites do Mindelo que têm nos angolanos, ingleses, portugueses e cabo-verdianos endinheirados os clientes mais assíduos. "Temos mesmo muitos governantes, clientes habituais do hotel, que usam estes contactos", avança a fonte do A NAÇÃO que diz que estes já só fazem um sinal e marcam o encontro. Segundo conta, muitos são clientes regulares e não dispensam a companhia destas crioulas quando passam pela ilha do Monte Cara.

Alta personalização

O serviço é de tal forma personalizado que em alguns hotéis há um arquivo com a foto e o contacto de cada acompanhante. Arquivo esse que pode ser consultado pelo cliente interessado e a que o A NAÇÃO teve acesso.

Os encontros acontecem preferencialmen te à noite e podem custar dez mil escudos por sessão ou cem euros para os estrangeiros. "Quem gosta de pagar mais são os ingleses que chegam a desembolsar 20 a 30 contos por uma noite", afirma a mesma fonte.

Algumas destas jovens foram contactadas pelo A NAÇÃO mas todas negaram-se a dar a cara ou a falarem sob anonimato para "não estragar o negócio", como disse uma delas. Afinal, ao que parece, também aqui a discrição, ou melhor, o segredo é a alma do negócio.

Fonte: http://www.alfa.cv/anacao_online/index.php/destaque/2472-solteiras-e-casadas-oferecem-servico-de-acompanhantes-em-sao-vicente
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0 #14 Pedro V 2012-05-14 15:36
Não é a mesma constituição que quando o PP era presidente? Das duas, uma: ou o PP engolia os sapos todos do JMN e ficava calado; ou o JMN respeitava o PP e fazia tudo direitinho. Óh Sr. David H. Almada, vir desculpar as provocações do homenzinho JMN ao Presidente da República, atirando as culpas à nossa constituição não lembra ao diabo! Está à vista de todos que o JMN e o PAICV tudo fazem para ofuscar o PR, mas cuidado! O Dr. JCF é peso pesado! É claro que inteligente como é, não vai explodir ainda. Vai dando corda ao JMN e quando achar que é chegado o momento, exercerá o seu poder dentro da tal constituição. Haver vamos!
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-3 #15 AL BINDA 2012-05-14 20:09
Reparei César que voltaste a repetir duas das minhas preocupaçoes onde estao precisamente a soluçao, mas que tu nao estàs a saber interpertar. Ja chegaste la, encontraste os artigos, citaste-os mas continuas a nao saber interpreta-los. E' pena, porque sabes umas coisas mas baralhas tudo no momento da soluçao. Por exemplo agora vieste escrever que STome tem um regime semipresidencia l MITIGADO, quando isto nao existe. O que existe é regime parlamentar mitigado, César que pode ser equiparado a regime semipresidencia l tout court. O mitigado ou racionalizado vai com regime parlamentar e nunca deve ser acoplado ao semi-presidencial. E nao percebeste ainda que STome e Cv TEM SIM SENHOR o mesmo regime parlamentar, o mesmo sistema politico. QUE DIABO, os caboverdianos na terra estao a deixar os saotomenses serem mais intelignetes? Enfim César, ja repetiste duas vezes que sou Julio. Oh rapaz, pelo meu nivel intelectual, tu achas que sou Julio? Mas tu achas que Julio que tirou um cursinho de sociologia de 4 anos, tem o meu power intelectual?!! Aqui desiludiste-me pois repetiste a asneira duas vezes. Caramba, ja me chamaram Casimiro, Humberto, Virgilio, Djuze dRiba e fiquei mais contente, pois estes aqui sao grandes inteligências, mas chamar-me Julio, essa nao estava à espera de ti!...
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-1 #16 Emanuel Semedo 2012-05-14 21:15
...De acordo com a teoria do Sr Dr. David Hopffer Almada, o Presidente Gerald Ford, quando substituiu o Presidente Nixon, não teria qualquer poder... pela simples razão de não ter sido eleito... No entanto, Gerald Ford era o Presidente legitimo dos USA e era tão poderoso como todos os Presidentes dos USA. Tratando-se de um Estado de Direito, o Presidente não é mais o menos poderoso se for ou não eleito por sufrágio directo e universal. O Poder do Presidente é o que vem na Constituição e as Leis da Republica. Senhor David Hopffer Almada, Cabo Verde é um Estado de Direito! A argumentação do Dr. David Hopffer Almada não se enquadra num Estado de Direito... Vai longe o tempo daquele celebre discurso seu no Encontro dos Juristas da Guiné e Cabo Verde... Lembra-se, Sr. Doutor?! O livro do Senhor Dr. David Hopffer Almada foi desmontado num simples artigo de Opinião (numa folha A-4) publicado no Expresso das Ilhas, se a memória não me falha, subscrito pelo Dr. José Manuel Pinto Monteiro
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+1 #17 Txapo rxacoleta 2012-05-14 21:30
E propi Djuze Derriba.Txapo txacoleta.So Djuze ki ten mania ora kel tuma se vinho na ka txica di fla"Power intelectual"Ahian.Djan Pegau,sr. AL Binda.
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-3 #18 José Bouquinhas 2012-05-15 03:36
Atençao que ha um falso José Bouquinhas a escrever no artigo do Liberal sobre Hopfer.

Eu estou deste lado e o [*********] anda do outro lado usando o meu nick!
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+2 #19 José Pereira 2012-05-15 04:21
"Ora bolas é que é!"

Arménio Vieira, Poemas, 1971-1979, p.19

Cuidado César!
O Al Binda é assim. Tudo o que sai do conteúdo do caderninho por onde ele estudou não vale nada.
Até as palavras terão que ser aquelas do canhenhozinho. Se não, ele desorienta-se.
Ora bolas! Então por ser hábito empregar-se a palavra "mitigado" relativamente aos tipos de regime parlamentar, - não há nenhum regime “mitigado”, há regimes que sendo rígidos, podem na prática ser suavisados e daí o hábito dos constitucionali stas os denominarem “mitigados” - não se pode empregar a mesma palavra quanto ao que diz respeito aos tipos de governos?
Empregou e muito bem a palavra mitigado, senhor, Cesar. Isto só prova que sabe e percebeu a ideia que “mitigado” comporta.Não se deixe acorrentar por pretensos intelectuais.
Aliás, como mitigar as ideias do sr. Al Binda? Fornecendo-lhes muita consistência que bem precisam.
“Ora bolas, é que é!
Ora bolas!Ora chiça! Ora poça!”
Como diria o grande Arménio.

José Pereira
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0 #20 Confucio 2012-05-15 07:29
Al Binda ,mais um outro MPDISTA frustrado, encobertado pelo sinismo e utlizador de ideias dos outros, alem de roubar nicks.
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+1 #21 fontesveiga 2012-05-15 11:28
Parece haver um equivoco nesse debate que ainda nao foi clarificado.O Doutor Hopfer Almada fez essas afirmacoes, e bem, 10 anos atras em que de facto a Constituicao da Republica era laconica no respeitante ah solucao politica em caso de crise institucional grave entre o PR e PM, pois, nessa altura o Presidente nao tinha poderes de dissolucao do parlamento. Mas esse problema foi resolvido com a revisao constitucional de 2010 ha dois anos atras, momento a partir do qual o PR passou a ter poderes de resolucao da crise, dissolvendo o parlamento e constituindo um novo governo. Podemos, por isso, perceber que o Doutor Hopfer Almada estava certo quando fez essa abordagem e que o PM actual estah a ser negligente e a arriscar-se demasiadamente nas suas politiquices com o PR, que pode, em caso de crise institucional grave, de acordo com a Constituicao, fazer uso dos seus poderes para dissolver o parlamento.
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+1 #22 fontesveiga 2012-05-15 11:52
Esclarecimento: o meu pseudonimo neste portal eh DiFogo, mas o seu uso eh me impossibilitado neste momento e creio ter a ver com o facto de nele ter publicado alguns artigos recentes, forcando-me automatica e obrigatoriament e a usar "fontesveiga", que eh parte do meu e-mail fontesveiga@hot mail.com.....
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