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Neves lamenta fuga de informação sobre conversa confidencial com PR

(Fonte: Inforpress) -- O Primeiro-Ministro reagiu à acusação feita num jornal da praça de que teria “puxado o tapete” ao Presidente da República tendo em conta a sua participação na última cimeira da CEDEAO que ocorreu na sexta-feira passada em Dacar.
Numa entrevista à INFORPRESS, José Maria Neves respondeu sobre a questão desmentindo categoricamente a notícia e afirmando que tal participação foi, sim, articulada com o Presidente da República. Mais, Neves esclarece que as participações nos encontros da CEDEAO são da alçada do Primeiro-Ministro que mais não fez do que cumprir com as suas funções enquanto Chefe do Governo e questiona sobre quem e o que estará por detrás desta notícia fabricada.
Numa entrevista à INFORPRESS tendo como pano de fundo as eleições em França e que elegeram um Presidente da família política do partido de José Maria Neves, eis que surge a questão sobre um artigo publicado num jornal da praça e que relata o alegado “descontentamento” do Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, pela participação do Chefe do Governo, já que Fonseca, segundo o artigo, entendeu que seria ele a estar nessa reunião. Sobre isso, José Maria Neves desmente categoricamente o referido artigo, que considera de uma “ridícula” tentativa de criação “de factos políticos” com fins pouco claros.
Entretanto, o Primeiro-Ministro, diz-se “imensamente triste” por considerar que no meio de toda aquela falsa narrativa “há aspectos que só foram objectos de conversa entre o Primeiro-Ministro e o Presidente da República, os dois no gabinete (do PR)”. Daí que se levante a questão de como esses factos terão chegado aos ouvidos de um determinado jornal. “Eu não disse nada à comunicação social, não sei quem o terá feito”, aponta.
E acrescenta que o relacionamento entre os órgãos de soberania deve estribar-se “na lealdade, no equilíbrio e na discrição e, é isso que tem pautado o meu relacionamento com todos os Presidentes da República, desde António Mascarenhas Monteiro”, apontando que é a primeira vez, desde que é Primeiro-Ministro, “que assuntos de responsabilidade do Estado tratados a dois, no Gabinete do Presidente da República saem desta forma na comunicação social”.
Ainda sobre o referido episódio, Neves esclarece que a sua participação foi, sim, devida e previamente acertada com o Presidente da República e, que, inclusive os dois chegaram a trocar várias mensagens nesse sentido, já que Neves se encontrava na Europa a serviço a poucos dias reunião da CEDEAO.
Para além disso, sublinha, essa participação foi feita no quadro das suas funções enquanto Chefe do Governo e no quadro do acerto entre o Governo e a Presidência da República. “Desde sempre quem representa o país na CEDEAO é o Governo, através do Primeiro-Ministro. É um encontro de Chefes de Estado e de Governo. Em Cabo Verde temos um sistema de Governo em que há uma bicefalia Chefe de Estado e de Governo e há um acordo entre o Presidente da República e o Primeiro-Ministro, desde o tempo de António Mascarenhas, em como na CEDEAO vai o Primeiro-Ministro, CPLP vai o Presidente da República ou o Primeiro-Ministro, conforme os assuntos a serem debatidos. Na União Africana vai o Presidente da República e nas Nações Unidas vão, alternadamente, o Presidente da República e o Primeiro-Ministro. E é nessa linha que as coisas têm sido feitas”, esclarece.
No que se refere às eleições na França, o Primeiro-Ministro de Cabo Verde felicitou François Hollande e considerou que a sua nomeação poderá significar esperança renovada para a França mas, também para a Europa e para o Mundo, novas relações com a África e Cabo Verde em geral.
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Comments
TENDO EM CONTA QUE SOBRE A MESA DE TRABALHO ESTAVAM ASSUNTOS REFERENTES A GUINE-BISSAU E MALI, ENTENDENRAM-SE QUE A DITA REUNIÃO SERIA ENTRE CHEFES DE ESTADO DA CEDEAO NÃO A NIVEL DE PRIMEIRO-MINISTRO. MAS MESMO ASSIM JOSE MARIA NEVES PUXOU O TAPETE AO PR FAZENDO-SE PRESENTE NA CITADA REUNIÃO. JOSE MARIA NEVES FOI OBJECTO DE TXACOTA PORQUE FOI O ÚNICO PRIMEIRO-MINISTRO PRESENTE E, POR ISSO, OS RESTANTES PRESIDENTES PEDIRAM EXPLICAÇÃO SOBRE A AUSENCIA DE JORGE CARLOS FONSECA QUE NÃO FOI DADO. A IMAGEM DE CABO VERDE FOI MUITO BELISCADA NESTE ASPECTO. PORTANTO A ENTREVISTA DO JOSÉ MARIA NEVES ACIMA REPRODUZIDO É UMA TENTATIVA DE COLOCAR POEIRA AOS OLHOS DOS CABO-VERDIANOS. O FORCV DEVE IR MAIS ALEM NESTA HISTORIA E, CASO ASSIM ENTENDER, FICARA A SABER QUE O TAL INCIDENTE DIPLOMATICO COMETIDO PELO NOSSO PRIMEIRO MINISTRO CORREU MUNDO. JOSE MARIA NEVES LOGO APÓS A CIMEIRA DISSE QUE FOI ENCONTRADA A SOLUÇÃO POSSIVEL PORQUE ELE NÃO FOI TRATADO COMO PERSONA GRATA.
SE alguem souber que diga por favor!
Parece que os Camaradas do paicv USA nao estao muito interessados na divulgacao deste livro nos Estados UNIDOS.
Chamem o JOVINO PERES!!
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