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(Fonte: Jornal Digital/ PNN) -- Os Presidentes do PAICV e do MpD viram-se «desafiados» por dois possíveis candidatos às Autárquicas de Junho. Em São Filipe, Eugénio Veiga voltou a reiterar a sua «quase certa» recandidatura, agora como independente, a um sexto mandato.
Depois de cinco vitórias e 20 anos à frente da edilidade, Eugénio Veiga, e ex-líder local do PAICV, anunciou, meses atrás, que não seria candidato a um sexto mandato mas agora, por discordar com o que chama de «imposição» do candidato Luís Pires, pela direcção nacional do partido, contra a vontade dele e da sua «entourage» local, ele anunciou que considera fortemente ir às urnas mais uma vez.
Esta intenção foi reiterada ao jornal «A Nação», na edição desta quinta-feira, 8 de Março.
Apesar de não ter conseguido falar com Eugénio Veiga, a PNN sabe que o autarca tem mantido uma apertada agenda de contactos junto de personalidades do município e de populares, particularmente no interior de São Filipe, na busca de apoios.
A mudança de responsáveis da câmara realizada, na semana passada, por Eugénio Veiga, é considerada por observadores como um processo de motivação dos seus colaboradores e afastamento dos desafectos, particularmente no final do mandato.
Com esta atitude, especialmente a reiterada intenção de «pensar seriamente em avançar», Eugénio Veiga desafia o presidente do PAICV e Primeiro-ministro, José Maria Neves, de quem foi muito próximo nos últimos anos, particularmente durante a última eleição para a Presidência da República, quando apoiou o candidato de Neves, contra a vontade de vários dos seus apoiantes.
Há duas semanas, José Maria Neves manifestou a sua «certeza» de que Eugénio Veiga não avançaria como independente e revelou ter mantido contactos com o autarca.
Resta saber se José Maria Neves já gastou todos os seus trunfos ou se ainda poderá convencer Eugénio Veiga a não concorrer como independente, o que, a acontecer, não só pode dividir o eleitorado do PAICV como entregar «de bandeja» ao MpD, pela primeira vez, um dos municípios-bastiões do partido da Independência.
Por sua vez, o Presidente do MpD, Carlos Veiga, viu-se praticamente desautorizado pelos líderes locais do partido em São Domingos, em Santiago, que recusaram os nomes do vereador Emanuel Correia Lopes, que aparece em primeiro lugar em todas as sondagens realizadas, e Milton Paiva, que contava com o apoio da cúpula do partido, sendo muito próximo do próprio líder.
A Comissão Política Concelhia avisou claramente ao Presidente do partido e ao líder da estrutura regional que não participaria na campanha se o candidato não fosse Franklin Tavares, com larga experiência a nível do gabinete técnico da Câmara Municipal, mas sem muita aceitação popular, de acordo com vários dirigentes do partido.
Com a renúncia do actual edil, a concorrer a um sexto mandato e a três meses das eleições, Carlos Veiga e a Comissão Política Nacional foram obrigados a anunciar, esta quinta-feira, 6 de Março, o nome de Franklin Tavares como candidato à Câmara Municipal de São Domingos.
A grande incógnita que se coloca e que já foi levantada por vários militantes do partido é, até que ponto esta situação poderá por em causa a vitória nas eleições de Junho, entregando, também «de bandeja» ao PAICV, uma câmara que desde 1992 está nas mãos do MpD.
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Comments
Nesta estratégia enquadram-se muitos programas, projetos e ações, de âmbito geral ou sectorial( PORCARIA da CEDEAO MUÇULMANA - INTRODUÇÃO e OFICIALIZAÇÃO do CRIOULO que será a TRIBALIZAÇÃO e SEPARAÇÃO entre SAMPADJUDOS e BADIOS e DIVERGÊNCIA entre BARLAVENTO e SOTAVENTO ou NORDESTE-LEVANTE-SUDOESTE), levados a cabo pelos departamentos governamentais ou com o seu beneplácito e a que, lamentavelmente , a sociedade cabo-verdiana vem dando o seu aval, incautamente.
Para mim, a questão é, contudo, simples: somos mestiços. Mestiços fisicamente, mestiços espiritualmente e MENTALMENTE.
Dir-me-ão que mestiços há muitos. É verdade! Porém, temos especificidades (ATLÂNTICAS) próprias, que nos identificam, caracterizam e distinguem como povo e como Nação TRANS-ATLÂNTICA.
Não está em causa saber se somos mais africanos ou mais europeus ou mais JUDEUS. A nossa localização geográfica e o facto de sermos um país arquipelágico no ATLÂNTICO, também favoreceram a mestiçagem. Somos mestiços, pretos e brancos, numa combinação cujo produto tem um valor acrescentado. Numa operação em que o resultado é mais do que a simples soma dos fatores.
Todavia, o que me preocupa, hoje, é ver jovens, que vivem ou viveram nos Estados Unidos da América e no Brasil, a querer transpor, à viva força, para Cabo Verde, os traumas(NEGRITU DE-PANAFRICANISMO-BLACK POWER) que as popu-lações de raízes africanas ainda vivem nessas sociedades e que já estavam ultrapassados, em Cabo Verde ATLÂNTISTA, faz tempo.
Ou seja, não queremos assumir a nossa mestiçagem ATLÂNTICA na sua plenitude; nas suas componentes africana e europeia e nas suas vertentes física e espiritual. Mais do que isso, pretendemos ainda renegar a síntese ininterrupta, enriquecedora e exemplar, que os nossos antepassados, tão perfeita e sabiamente, souberam iniciar e produzir e que justificou e legitimou, afinal, a nossa emancipação ATLÂNTICA.
Não admira, pois, que um ilustre JOHN IGUE representante do Instituto da África Ocidental (IAO) da maldita e amaldiçoada NOJENTA CEDEAO, sediado na Praia, venha agora dizer-se escandalizado com a maneira como as mulheres cabo-verdianas se vestem.
Tivessem os cabo-verdianos dado atenção e enfrentado o combate que uma ideologia (RACISTA-AFRICANISTA-NEFASTA) castradora nos vem impondo, nomeadamente, em matéria de identidade cultural ATLÂNTICA, e não estaríamos, agora, nesta situação de ouvir prédicas do estilo que o JOHN IGUE o [*********] Director do Instituto da África Ocidental disse. Foi um CHQUE ver como as mulheres caboverdeanas se vestem e vamos ter de mudar tudo isto.; ....”
OBS: Este TEXTO sofreu alterações e acrescentos por isso não vinculam o seu autor original o Amilcar S Lopes em Opiniãohttp://www.expressodasilha s.sapo.cv/pt/noticias/go/opiniao--sinais7
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