|

A singularidade da ASA resume-se ao papel desempenhado pelos jovens daquele bairro nos três momentos críticos da nossa história contemporânea: independência, crise do trotskyismo e democratização.
Verdade seja dita: quando se fala em “Txada” esta-se a referir somente à Achada Santo António (ASA). Quem bem conhece a realidade social da capital sabe disso. As outras “achadas” carecem de adjectivos e/ou de prefixos de modo a serem identificadas. Por outras palavras, fala-se sempre de Txada Grandi, de Txadinha, de Txada Son Filipe, por ai adiante. A ASA mereceu pelo seu valor na história ilhéu e nacional o destaque—daí que não precise de qualificadores (i.e., Santo António) no discurso coloquial. Ao ser mencionado de apenas “Txada” qualquer pessoa minimamente integrado na cultura local praiense saber-se-a que se trata da ASA.
A parte histórica da cidade da Praia, mais conhecida pelo topónimo de origem francesa plateau, é cercada de “achadas,” isto é, planaltos e colinas que as migrações internas, a nível ilhéu e nacional, acabaram por edificar novos bairros. Se Lisboa é historicamente reconhecida como a cidade das sete colinas, a cidade da Praia pode muito ser reconhecida como a cidade das achadas, ja que, como notado acima, o centro histórico é circunscrito pelas várias achadas.
Agora, voltando ao dito primeiro paragráfo. Mas de onde vem tal singularidade da ASA? Antes de responder tal questão sugiro alguns caveats. Primeiro, mais trabalho de investigação histórica anda a ser conduzido pelo escritor destas letras. Por isso, o que for aqui escrito não deve ser levado como conclusões definitivas. Antes, devem ser tidas como pistas para futuras pesquisas e/ou conclusões tentativas. Segundo, a história, a nacional e, particularmente, a local, enquanto disciplina social científica, anda aos passos de tartagura entre nós. Não existe (que eu saiba!) tentativas de elaboração de histórias locais (existe, no entanto, vários trabalhos de estórias locais, mas isto é outra coisa). Terceiro, desde 1975 é que estamos habituados a uma versão oficial de história nacional que coloca os acontecimentos locais fora do contexto nacional.
Dito isto, resta-me responder a questão por mim levantado no início do parágrafo anterior. A singularidade da ASA resume-se ao papel desempenhado pelos jovens daquele bairro nos três momentos críticos da nossa história contemporânea: independência, crise do trotskyismo e democratização. Esforçar-me-ei para ser breve. Primeiro, antes da queda do regime de Caetano em Lisboa, já havia entre alguns jovens txadensis uma tendência de aproximar aos ventos da história de libertação do continente africano. O 25 de Abril apenas abriu mais espaços e permitiu o fim do secretimos entre muitos dos jovens txadensis. Os jovens txadensis de 1974 (nomes como Jacinto Santos, Abailardo Amado, Djonsa “Kool”, Carlos Fragoso, entre outros) tornaram-se de imediato rank-and-file do PAIGC. Estes acarbar-se-iam por formar o grupo de vigilância do PAIGC da ASA. O papel desses jovens na propagação da ideologia e mensagem do PAIGC em Cabo Verde ainda é de ser escrito. Se o PAIGC pode minimizar o papel da UPICV na cidade da Praia, em parte, deve-se aos trabalhos destes jovens idealistas.
Mas o grupo de ASA, ainda sob a liderança do PAIGC, manteve-se sempre a sua autonomia—ou pelo menos, quis manter a sua autonomia. As querrelas intra-partidárias do PAIGC, mormente a crise do trotsyismo de 1979, complica a situação dos jovens txadensis. Recorde-se que um dos protagonistas da crise, o José Tomas Veiga, era o líder da secção do PAIGC na ASA. Daí que a nomenklatura do PAIGC não viu com bons olhos os jovens txadensis. Alguns foram tidos como fraccionistas ao porem em causa a linha ideológica do partido (quem é da ASA e tem mais de 37 anos deve lembrar-se da célebre reunião do então Secretário Geral do PAIGC, Aristides Pereira, com os jovens militantes do PAIGC da ASA durante o período da crise trotskyista?).
Por fim,basta lembra que, a nível doméstico nacional, o processo de institucionalização da oposição ao regime do partido único do PAICV teve como um dos locus a ASA. Foi naquele bairro que várias personalidades, que iriam ter um papel importante na transição democrática, reuniram e acabaram por encontrar estratégias conducentes a fazer demolir o edifício autoritário do ancien régime caboverdiano. É de notar que foi da mão de um grandes filhos da ASA, Jacinto Santos, que nasceu o mais célebre documento contra o regime do PAICV, a notável Declaração Política, um documento que merece destaque na história política nacional.
Alguns hão de apontar um certo umbiguismo nesta matéria aqui escrito. Talvez. Mas penso ser necessário começar a repensar a história e as estórias locais, peças fundamentais no puzzle da história nacional. Numa outra ocasião irei desenvolver o papel dos jovens txadensis naquelas três épocas que acima mencionei.
|
Comments
E' que quando vejo a tua foto, estou a ver aquele que penso ser teu pai, ou alguém da tua familia. Alias com este nome de Abel Djassi, so pode ser isso mesmo; o pai revolucionario que poe ao filho o nome de guerra de Cabral, que era Abel Djassi.
Dito isto, acho que tu confundes muitos conceitos. Ha sim historia (e nao estoria como dizes) local e falo daquilo que conheço melhor, SVicente.
So um nome Nena da Faramcia do mesmo nome escreveu muita Historia de SVicente, atraves das suas gentes e figuras locais de destaque. Isso é historia e nao estoria da carochinha ou do Ti Lobo.
Outro erro que cometes é o de generalizar a Ilha de Santiago para as ilhas como Cabo Verde.
Achada nao quer dizer rigorosamente nada em nermos NACIONAIS a um santantonense, mindelense ou salense. So se o santantonense tiver vivido na praia.
Logo, é uma asneiras generalizar o feito dos jovens da Txada para todo o Cabo Verde, quando reclamas uma historia nacional como exemplo dos mesmos.
Tiveram um papel de relevo na propagaçao da ideologia do PAIGCV, na Praia e talvez em Santiago no seu todo, mas de maneira nenhuma em Cabo Verde.
Jacinto por exemplo so passou a ser conhecido a nivel nacional, quando ele foi presidente da câmara.
E' preciso nao esquecer que mesmo com a abertura em 90/91 nao havia circulaçao da informaçao de maneira sistematica em todo o Cabo Verde. 5 anos depois de o MPD estar no poder, ainda havia milhares de pessoas no interior de SAntAO, Fogo, Maio etc e mesmo em Santiago que pensavam que o Presidente era Aristides Pereira.
Nao havia debate aberto mesmo na PRAIA logo no inicio da abertura. Eram circulos fechados, como o da Txada. Alias vivia-se momentos euforicos mas em circulos restritos, pois nao havia cultura de debate.
Mesmo os midias, alias, a radio, pois jornais sempre foi uma minoria, a elite, a lê-los, dizia mesmo a radio nao promoveu debates abertos com a participaçao de diferentes correntes de opiniao.
O proprio PAICV como partido viu os seus dirigentes marginalizados dos debates, razao pela qual quase 10 ANOS DEPOIS da abertura Pedro Pires resolveu apoiar o projecto da radio comercial para que o PAICV pudesse ter um meio para passar a sua mensagem.
E aqui refiro-me apenas à Praia, um pouco menos Mindelo, os dois grandes centros urbanos. Apenas nesses circulos circulavam uma informaçao.
Conclusao: ha que relativizar as coisas, quando falamos do NACIONAL. E' preciso nao esquecer que somos ILHAS.
Na realidade ha varios Cabos Verdes. Os jovens de SVicente, de 74/75 dirao a mesma coisa que tu dissseste em relaçao aos jovens de Txada. Eles acharao que foi a luta deles a crucial e fulcral para a propagaçao da ideologia do PAIGC, até porque a unica zona libertada em Cabo Verde, foi em SVicente na Ribeira Bote, considerada pelo proprio PAIGC, logo pelo teu pai, como a primeira zona caboverdiana independente.
Sem falar, na tomada da Radio Barlavento em 79 e sem esquecer ainda que o chefe dos trotskistas era Manuel Faustino de SVicente.
E' claro que ha que escrever toda esta Historia. Mas nao por filhos de dirigentes comunistas do PAIGCV, mas por historiadores objectivos e cientificos. Onde estao os historiadores desta terra? Porque é que os debates na radio e tv nunca incluem historiadores?
Nao me falem da filha de Cabral. Eu falo de verdadeiros historiadores independentes e objectivos para contar a verdadeira historia politica de 74 a estes dias.
Eu estou a desmontar toda a vossa propaganda totalitaria. No expresso das ilhas na Opiniao do Amilcar, que vem do PAIGC, ja deixei umas farpas terriveis.
Ha que denunciar as vossas mentiras propagandistas leninistas e terroristas.
Sim, o PAIGC e os comunistas portugueses deram um golpe em 74 e instauraram o Antigo Regime de Terror em 75, sem eleiçoes livres, sem constituiçao. Foi o fim do fascismo portugues e instauraçao do Terror do PAIGC em 75.
Como ja escrevi o MPD ainda nao soube interpretar a sua propria revoluçao politica de 91 porque os seus dirigentes vinham do Antigo regime totalitario do PAIGCV. Razao pela qual ha uma certa conivência entre o MPD e o PAIGCV.
Basta ouvir o ultimo debate na TV com o FIlomeno a tecer elogios ao ditador Aristides Pereira, aos nacionalistas do PAIGCV, que souberam gerir bem Cabo VERDE, como ele disse, o que alias é uma contradiçao incrivel com o que ele tinha denunciado momentos antes como sendo DITADURA de partido unico.
Ou ha ditadura e ha ditadores e nao podem ter sido bons governantes, como disse Filomeno, ou nao ha ditadura.
Houve uma ditadura de terror em Cabo Verde durante 15 anos a partir de 74/75, ponto final!!!
26 Fevereiro 2012
Um individuo de nome “Zico”, de 22 anos, que supostamente pertencia a um grupo de thugs no Meio de Achada Santo António, foi assassinado a tiro, por volta das 23h00 deste sábado, 25, após ter saído de casa ao encontro de amigos. Enquanto a polícia tentava socorrer a vítima e evitar confrontos neste bairro, outras zonas eram fustigadas pela violência.Eram cerca das 23h00 quando o crime aconteceu. Segundo fontes policiais do asemanaonline, Zico pertencia a um grupo de delinquentes do meio Achada Santo António e costumava receber “apoio” de outros malfeitores de Achadinha para atacar um grupo rival no meio de ASA.
E, na noite de sábado, após se ter encontrado com vários amigos, entre eles, os de Achadinha, foi baleado mortalmente por tiros de boca-bedjo. Tinha vários estilhaços da arma espalhados pelo corpo o que se pressupõe, conforme fontes policiais, que tenha sido mais de um individuo que terá disparado contra a vítima.
Entretanto, a polícia acabou por deter apenas quatro indivíduos do grupo de Zico para que estes não entrassem em confrontos com os seus rivais para vingar a morte do amigo. Mas, o perigo está também nos familiares que querem vingar a morte, caso não se faça justiça.
Ainda durante esta contenda, uma menina foi agredida com um paralelo na cabeça pelo seu namorado, um delinquente de nome "Yo Preto", quando esta falava com um amigo. Foi socorrida para o hospital e está fora de perigo.
Porém, na mesma noite na ASA, um indivíduo foi assaltado e baleado com dois tiros no traseiro, durante um confronto entre grupos de thugs de ASA Riba e da zona Brasil, na rua Manuel dos Anjos.
Enquanto a polícia socorria os feridos na ASA, outros bairros foram fustigados pela violência. Em Castelão, onde decorria um mini-festival de música, o confronto era entre delinquentes desse bairro com os de Achada Mato. Um individuo levou dois tiros no pé e um sargento foi agredido a socos, na cara, por um delinquente que levou também a sua arma. Ainda, no mesmo evento um outro indivíduo foi agredido à facada, nas costas.
FONTE: http://asemana.sapo.cv/spip.php?article73457&ak=1
Os supostos agressores destes crimes ainda não foram identificados. Na noite deste sábado, nem a população teve sossego nem a Polícia Nacional teve descanso.
Primeiro, preste a devida atenção ao seu português ou entao escreva directamente no AK.
Nao se diz ..A questão por mim levantado, mas sim levantada.Pois o que foi levantada e A questão.Portanto feminino.
Segundo, a sua narração esta muita confusa.sem introdução clara ,sem desenvolvimento solido e sem conclucao objectiva.
De resto, tenha boa sorte na sua pesquisa.
Que a Historia é feita pelos homens de consciência enraizada num saber consequente, sabemos ser isso um certame cientifico; em vez desses serem teleguiados, levados pelos ventos da mudança e pelo brio da juventude - tal é o caso desses jovens aqui mencionados, muitos dos quais sofreram o patalógico banho cerebal do partido único.
Certamente o articulista não quereria que, essas melras estórias paroquialistas da sua ASA, fossem enquadradas em causas da hegemonia politicado PAIGC(CV)após o 25 de Abril. É que os então putos que o senhor mencionou, eram, o que já disse, putos em tudo, mormente a política. Pois os esses acontecimentos historicos em Cabo-Verde tem explicações muito mais complexas que as simples gritarias pelas ruas de alguns dos seus familiares e amigos – arruaceiros -... e nesta linha concordo com o Jornalista. O senhor confunde a estória ( anecdotals) com a História(cause and effect...).
Aliás, eu, já maduro em tudo, vivia em Cabo-Verde aquando desses acontecimentos. Conheço todos os lamirés dessa encrenca toda. E senhor Amado, posso lhe dizer sem rodeios que nenhum desses nomes que mencionou(princ ipalmente o seu irmão) sabiam o bê-á-bá da politica. Muitos deles eram diplomados arruaceiros pronto a seguir os ditames do partido único. Eles estavam disposto a acreditar em tudo que vinha do PAIGC.
Não levantavam uma mão sequer para fazer as mais elementares perguntas. Nos primeiros meses, apos 28 de Abril de 74, assiti todas as reunioes dos grupos que mencionou. Essas reunioes eram uma autentica catequese politica. Ninguem questionava ninguem… a disciplina dura era para seguir as ordens do partido. Nenhum desses jovens questionavam as ordens porque quase nenhum deles sabiam quais eram as reais realidades politicas no mundo. Por isso bati com o pe…
Poucos liam os autores da filosofia e da democracia ocidental. E aqueles que os liam, entendiam pouca coisa porque não havia debates, nao havia conversas etc...sobre estes assuntos. Portanto a juventude Caboverdeana de então estava, um tanto ou quanto, ao leste dos grandes debates sobre a mundialização da politica democratica no mundo.
E consequentement e as suas contribuições na transformação politica em Cabo-Verde terá que ser equacionada nesta prespetiva, senhor Amado.
Agora, essa estoria - sim estória nao história - do Trotkismo em Cabo-Verde é mais uma das fábulas que o PAIGC inventou - muitos foram nessa boleia - para camuflar os ramerrames internas do partido...haverá alguem,um dia para desmistificar esse mito??
Acho que cada um de nos devia narrar a contribuicao local na historia nacional, comecando em Sao Antao a brava...Todas as ilhas tiveram contribuicoes que devem ser contadas....Quanto aos criticcos, gostaria de ver o que tem de trazer a nao ser ataques desmedidos e desnecessarios????
Castigar o filho por causa do nome ou do pai???Castigar ao Carlos Veiga porque o pai vendeu gente ????
A Revista Ponto e Virgula com:
Doutor Leão Lopes;
Dr Rui Figueiredo;
Dr Germano Almeida;
Eng Humberto Cardoso;
Tiveram um papel preponderante para a afirmação de um pensamento LIBERAL-DEMOCRATA!
E toda a acção do António Fidalgo nas páginas do Jornal Terra Nova?
O livro do Onésimo Silveira, A Tortura em Nome do Partido único é mais importante que todas as acções de rua e de conspiração que se desenvolveram na ASA!
o ÚNICO ACTO RELEVANTE E MARCANTE na ASA é o dia 14 de MARÇO de 1990 a fundação do MPD com 18 membros a subcreverem a respectiva Declaração Política.
Segundo Leão Lopes, a Ponto & Vírgula foi uma revista “muito aberta, libertária, ecléctica”, que na altura juntou colaboradores de diversas gerações e áreas, designadamente da literatura e das artes em geral. “Era uma revista que pretendia, e acho que concretizou, reunir na altura o que nós projectávamos para o desenvolvimento deste país, e a produção intelectual que se fazia nessa altura”, explica Leão Lopes.
Foi uma espécie de confluência de todas as gerações que produziam o pensamento cabo-verdiano na altura, desde os claridosos (da revista Claridade, que este ano se evoca o septuagésimo aniversário da sua fundação), nomeadamente António Aurélio Gonçalves, Baltasar Lopes, e Manuel Lopes, até aos novos escritores, que estavam a emergir na altura. Germano Almeida, que na altura assinava os textos literários sob o pseudónimo de Romualdo Cruz, estreia-se na revista. As “Estórias” que para aí escreve representam uma parte significativa do livro “A Ilha Fantástica”, e que é vista como um fresco da sociedade da Boa Vista.
A escritora Dina Salústio, o arquitecto António Jorge Delgado (ministro da Cultura num governo liderado pelo MpD), o investigador e professor universitário João Lopes Filho contam-se entre os colaboradores. “Foi uma publicação que reuniu amigos, e foi um momento criativo importante para nós, do qual temos alguma saudade”, lembra Leão Lopes.
Muitos dos colaboradores da Ponto & Vírgula fazem parte da antologia de conto inédito cabo-verdiano Tchuba na Desert, editada recentemente pela ONGD Associação Saúde em Português
http://www.expressodasilhas.sapo.cv/pt/noticias/go/instituto-de-africa-ocidental-e-o-elo-que-faltava-a-integracao-regional---dg
Os artigos que o jovem ABEL dJASSI tem escritos trazem todos o sêlo do sistema PAIGCV.
Ele assume-se alias como uma peça da engrenagem.
Isto nao tem nada a ver com individuos, com pessoas.
Isto tem a ver com POlitica. Todos somos filhso destas terras, mas o Regime do Terror instaurado em 74 monopolizou tudo para si e correu com aqueles que pensavam de maneira diferente e que alias tinham razao, pois a historia ja nos deu razao.
Basta ver que tudo o que a UDC defendia é posto em vigor pelo PAICV, que tem em portugal o seu principal parceiro estratégico e de desesnvolviment o.
Em termos economicos, Cabo Verde continua a ser uma colônia de Portugal. Logo quem tinha razao era a UDC.
Com a queda do Muro de Berlim, o comunismo mundial e local no caso PAIGCV foram sancionados.
Mas essa gentinha continua arrogante e nao admite que foram derrotadas pela Historia.
Temos portanto que denunciar esta farsa e calar de vez esses revolucionarios .
Se o Abel Djassi respeitasse a sua pessoa ele ja teria mudado de nome. Ninguém é obrigado a carregar pela vida inteira um nome que nao escolheu.
Sao culpados os pais que poem os seus filhos nomes de revolucionarios sanguinarios como Cabral, Mao tsé Tung, Salazar, Hitler, Estaline ou Lenine. Mas sao também culpados os filhos que nao vao às conservatorias mudar de nome.
E' um direito constitucional. Logo, se o cantor brasileiro continua com o seu nome de Lenine, é porque quer. Se Abel Djassi continua com esse nome é porque quer e abraça a Historia macabra e terrorista do PAIGCV....
Alias ele e Faustino vinham da extrema esquerda nas Universidades portuguesas. Isto é também um facto historico e conheço isto tudo por dentro.
Eu sei por exemplo que o Manuel Fasutino ainda em Portugual ia buscar livros em Paris no Partido comunista para doutrinar os rapazes em Portugal, pois na altura nao havia livros marxistas em Portugal. O fascismo nao deixava esses livros circular.
Alias os proprios extremistas portugueses iam também a Paris.
ONDE o Carlos tem razao e se calhar é isso mesmo que queria dizer, é que a esmagadora maioria desses jovens nao sabia nada de nada do marxismo leninismo e nao estavaml preparados intelctualmente para tal.
O Jacinto por exemplo nao tinha sequer o antigo quinto dos liceus.lOGO, nao tinha noçao nenhuma do que era a filosofia.
Alias ainda, mesmo aqueles que tinham vindo de Portugal ja com curso ou com o curso por completar, caso do Zona que interrompeu os estudos no quinto ano, dizia mesmo esses nao sabiam nada da filosofia marxista e do que se passava no mundo da Plolitica internaiconal.
Apenas 3 ou 4 pessoas tinham algumas ideias. Casos do proprio Zona, que ja conhecia a literatura da extrema direita e do Mnauel Fasutino; os outros nao sabiam patavina.
Alias ainda e por ultimo, os proprio dirigentes do PAIGC, a começar por Aristides Pereirea e Pedro Pires, nao sabiam nada de nada do marxismo leninismo. Eles tinham apenas o antigo sétimo ano dos liceus, Pires tinha frequentado o primeiro ano da Unviersidade e tinham lido algumas coisas superficiais na Guine Conacry.
Mas como nao tinham as bases, nao perceberam nada do marxismo.
Enfim, foi em 74 que todos entre dirigentes e alunos do liceu, começaram a estudar o marxismo, com a literatura que essa malta de Lisboa levou com o apoio do Partido comunista portugues.
Em S Vicente, por exemplo a malta estudantil reunia-se na Livraria Colidic, onde tinhamos todos esses livrinhos de cor vermeha que o partido comunista introduziu na ilha.
Na Praia, nao sei se houve uma Colidic. Mas volto a repetir a maioria da malta lia esses livros mas nao percebia patavina, pois todos aqueles que abraçaram a politica revolucionaria, eram os alunos suficientes e mediocres em filosofia e politica no liceu, e os da escola tecnica tinham apenas quinto ano e nao davam filosofia e introduçao à organizaçao politica da naçao.
Eu conhecia toda a filosofia ocidental pois eu tinha biblioteca do meu pai em casa. Nao conhecia o marxismo, mas como eu tinha uma boa base, e como sempre fui um devorador de livros, em pouco tempo eu li todos os livros da COlidic, e percebi que aquela coisa nao interessava a ninguem.
Alias porque também eu sabia que todos os meus colegas do liceu que andavam na revoluçao eram os alunos mediocres, logo eu nao podia juntar-me a mediocres...
Saude e boa leitura.Que a vista nao te falte.
As for you, do keep on writing. And say hello to "Jhonsa Kool", the english teacher. Is he still teaching?
I'm under 37 but I can still picture him being a 5th columnist, in a good way. Maybe you can write a book about the role the boys of txada played in the first years after independence, 74 to 79 and the first years of the post one-party system, 91 to 94.
I really do believe this is a worthy book project.
I would certainly buy a copy or two.
Mas se o Carlos ser que sejamos mesmo rigorosos na definiçao dos conceitos politicos, entao vou dizer-lhe que Trotskismo como escreveu, quer dizer como uma filosofia politica, nunca existiu em lado nenhum do mundo.
Para eu nunca escrevi que existia Trotskismo "nas ilhas". E você percebeu muito bem o que eu queria dizer até porque eu dei nomes de Zona e Faustino, como os lideres dessa "tendência". E era o que estava em causa.
Nesta ordem de ideias, segundo a definiçao que nos fornece, entao nao houve nada em Cabo Verde tirando o PAIGC que era o unico partido estruturado como "organizaçao politica com bases lançadas e esturturas politicas" ETC ETC.
Nao percamos o nosso tempo com ninharias e agora pergunto-lhe.
Houve ou nao uma "tendência politica" trotskista nos principais centros urbanos caboverdianos, sobretudo Praia e Mindelo?
Houve uma corrente trotskista dentro do PAIGC ou nao? Houve expulsoes dos seus representantes dentro do PAIGC ou nao?
Claro que houve. Claro que as duas principais figuras desse grupo trostikista eram Faustino e Zon, mas havia ainda José Luis Fernandes, Veiga irmao, Filomeno, Gustavo Araujo, Corentino Santos, Renato Cardoso (so a meio corpo, pois nunca entrou de facto) e muitos outros.
Eu proprio, fui contactado varias vezes para fazer parte do grupo...
Agora que nunca houve um partido, uma organizaçao politica como você diz, isso é verdade, mas você sabe perfeitamente que eu nunca escrevi isso e nem era tal a minha intençao.
Nada de brincadeiras, até porque eu fiz-lhe um elogio...
O Dr Casimiro é mesmo um paranôico, um doentinho com a mania que ele é a unica pessoa que sabe nesta terra. Ele não percebeu que eu não lhe estava a fazer nenhuma critica maléfica, mas que estava pura e simplesmente a dizer que o Jornalista grosso modo lhe adiantou. Grosso modo, os dois não dizem praticamente a mesma coisa, ou a megalomania do dr Casimiro é assim tão grave?!
Parece ser pois o Casimiro apenas seleccionou uma parte do texto do Jornalista em duas partes. O Jornalista não abordou apenas o aspecto da transição constitucional de Miranda, mas é um pormenor técnico. Ja agora quem é Miranda em matéria de Direito constitucional e Ciências Politicas no Mundo? Portugal não é nenhuma referência na matéria.
Quando se abre um Dicionario constitucional ou de ciências politicas Universais não se encontra uma unica referência portuguesa. O Casimiro nao percebe que quando ele cita o seu professor português, a Roselma pode também citar os seus professores brasileiros, assim como fazer a mesma coisa aqueles que estudaram nos Estados unidos, Africa ou Europa.
Ninguém é obrigado a conhecer todos os nossos professores. O que Casimiro nao sabe, é que ha uma regra de outro que é a de citar CLASSICOS de determinadas disciplinas. Ora bem, em direito nao ha CLASSICOS portugueses, logo nao têm que ser citados.
Seja mais humilde dr Casimiro! Vão ler os dois textos do Jornalista.
RSS feed for comments to this post