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Depois de 37 anos como país independente e de 16 eleições num quadro democrático - presidenciais (5), legislativas (5) e autárquicas (6) - o povo cabo-verdiano já deu sobejas provas da sua maturidade na hora de escolher os governantes.
É certo que, nos anos 90, em que a onda de mudança varria o mundo, o eleitorado conferiu duas maiorias qualificadas ao Movimento para a Democracia (MpD). Tal opção veio a se revelar altamente lesiva para o processo de afirmação de um Estado de Direito Democrático, ainda na sua fase embrionária.
As mudanças da bandeira e do hino, de forma unilateral, somados aos desmandos em catadupa sob a égide do poder ilimitado e legitimado pela fórmula “ternura pelo inimigo” permitiram ao eleitorado compreender que o multipartidarismo só fazia sentido se houvesse uma repartição equilibrada de mandatos, pelo menos, entre as principais forças políticas.
Em 2001, mais precisamente a 14 de Janeiro, o povo resolveu apostar num projecto alternativo de governação. Apesar do forte clima de descontentamento reinante no país e da diferença qualitativa entre os dois projectos o cidadão eleitor, na lógica de que “gato escaldado tem medo de água quente”, limitou-se a conferir maioria absoluta ao PAICV.
Ao assumir o poder, sob a batuta de José Maria Neves, o PAICV começou por idealizar o sonho de transformar e modernizar Cabo Verde. De seguida, tendo em conta as principais potencialidades (agricultura, turismo, mar e recursos humanos) e fragilidades (desemprego e pobreza) do país, arregaçou as mangas no sentido de exponenciar os pontos fortes e mitigar as debilidades. Assim, surgiram barragens, portos, aeroportos, estradas modernas, universidades, escolas de formação profissional, o alargamento do sistema de previdência social, a melhoria do ambiente de negócios, etc.
Fruto do reconhecimento de um povo que leva muito a sério o ditado religioso que diz “God bless those who work”, José Maria Neves venceu as legislativas de 2006 com uma diferença de 16 mil votos e de 2011, por mais de 23 mil votos em relação ao MpD. E quando tudo indicava que o Partido de Cabral iria também ganhar as presidenciais, eis que o seu Conselho Nacional resolve, na contramão dos anseios populares, escolher, numa lógica de pura legitimação de interesses de grupos, o Engenheiro Manuel Inocêncio, em detrimento do Dr. Aristides Lima. Opção errada cujo corolário viria a ser uma profunda divisão interna. Na circunstância, o eleitorado aproveitou para mandar um aviso à navegação tambarina: Juntos, as probabilidades de vencer são maiores para qualquer força política com vocação de poder. Isto, à semelhança do que tinha feito com o MpD, aquando da sua segunda cissão, em 2000. Nestas eleições autárquicas os estragos na unidade e coesão internas ocorridas nas presidenciais emergiram com alguma acutilância, nomeadamente na Praia, fazendo com que o PAICV ficasse, no cômputo nacional, aquém da meta traçada. No entanto, deste pleito há alguns resultados surpreendentes e outros nem tanto assim. Neste aspecto, destacamos a vitória do PAICV em Porto Novo e lamentamos a derrota no Paúl, onde a candidata Vera Almeida já vinha engatilhando uma série de medidas estruturantes para o segundo mandato. Na Brava, o eleitorado demonstrou que pode agir em desespero de causa, sendo certo que, o Partido deveria escolher qualquer outro candidato, excepto Camilo Gonçalves. Mas o “caso” do momento é, sem dúvida, o de Santa Catarina de Santiago, onde o MpD venceu na Câmara e o PAICV, na Assembleia Municipal. Interessante! Primeiro porque, com esta atitude, o eleitorado santacatarinense demonstrou o seu descrédito em ambos os cabeças-de-lista à presidência da Câmara. Segundo porque, ao apostar neste modelo inédito de coabitação, ao nível municipal, coloca em linha de teste uma fórmula que, caso venha a resultar, passará a ser aplicada em casos gritantes de falta de alternativa!
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Comments
Dizer que o povo conferiu 2 maiorias qualificadas ao MPD e que se mostrou lesivas para o processo de afirmação de um Estado de Direito Democrático, ainda na sua fase embrionária, isso só pode ser lamento de pessoa com problema psíquico grave e que assemelha ao PSEUDOLOGIA FANTASTICA, doença da era moderna que afecta pessoas que vivem do imaginário que, criam e alimentam fantasias, pensando que este mundo virtual sobrepõe a razão e o conhecimento. Senão vejamos, o delírio deste fantasista; falou da bandeira e hino e esqueceu o pilar sobre a qual ergueu-se a democracia em Cabo Verde, por fantasia esqueceu da CONSTGITUIÇÃO, o maior bem do povo Caboverdiano. Os doentes crónicos da Pseudologia Fantástica, também têm a fantasia de falar em nome dos outros sem querer assumir a sua própria identidade ou pessoa, viram como este doente quer passar que povo que deu maiorias qualificada ao MPD é [*********] e não sabe votar e esse mesmo povo que deu maioria absolutas ao PAICV é devera, um inteligente. Ultimamente reparei que muitos contraíram esta doença, apesar de não ser infecciosa, através de posições na defesa de tachos e lugares reservados aos incompetentes e está-se tornando uma pandemia porque o próprio Paicv só funciona e se elege com estes doentes.
Camaradamente disse e bem; God bless those who work porque, os doentes Pseudologicos sofrem de bajulação, viu os seus colegas de enfermaria, a Helena Fontes e o Napoleão??
Ah, os pseudologicos quando não tratados ou curados devidamente tambem apresentam um odor forte, tipo cavalo, nem os célebres Tabu conseguem desodoriza-los. Ehhhhh !
Quando se fica no poder por muito tempo ha sempre tendencias ditatoriais. Veja a America por exemplo os partidos so estao no poder num maximo de 2 mandatos.
Um cidadão que e obrigado a ir votar pelo mecanismo do VOTO obrigatório terá e vera sempre a sua liberdade individual e consciência protegida na medida em que os partidos políticos (MPD-UCID-PAICV) podem oferecer mundos e fundos e dinheiros que os cidadãos ficaram sempre protegidos e abrangidos com a liberdade de consciência individual de votarem em qualquer sufrágio em (candidatos - partidos) que bem entenderem e de acordo com a sua consciência individual.
O que não pode continuar a acontecer e a compra de bilhete de identidade - impedindo os eleitores de irem votar e influenciando com dinheiro e bens o voto num determinado partido. Cabo Verde de cuja sociedade e cidadania foi e continua a ser a sociedade da pobreza e a cidadania da miséria essa especificidade a POBREZA e a MIZERIA nas ILHAS faz com que os cidadãos VENDAM por um prato para saciar a FOME.
Cabo Verde não tem outra alternativa se não INTRODUZIR o voto obrigatório como a Austrália, Brasil, etc. … E ainda uma reforma que não foi abordada aqui na reportagem mas de capital e de extrema importância consiste na introdução do Recenseamento Electrónico em que o cidadão fica automaticamente recenseado quando solicita o seu Bilhete de Identidade ou Cartão de Cidadão. Torna-se imperativo introduzir imediatamente o Recenseamento Electrónico, e terminar com este actual modelo fraudulento e caduco do Recenseamento Eleitoral que só serve para fomentar DUPLAS inscrições e transferências de cidadãos das mesas de votos para que no dia da votação ao se deslocarem para votar não encontrarem o nome deles na lista - CADERNO ELEITORAL na área de residência que habitam. O actual recenseamento eleitoral e os cadernos eleitorais tem contribuído e de que maneira para a viciação e manipulação do processo eleitoral.
Os políticos e juristas cabo-verdianos são na sua maioria incultos e roçam a [*********]s que não sabem pensar e por isso PEÇO aos mesmos que na hora de legislarem tenham o BOM SENSO de não copiar IPISSIS VERBIS o código eleitoral do Brasil!
O Voto Obrigatório DEVE ser exclusivamente para os cidadãos residentes nas ilhas de Cabo Verde. Os cidadãos emigrantes da diáspora devem continuar com este regime do voto facultativo. Isto, porque os serviços CONSULARES e DIPLOMATICOS estão atrasados no tempo e não vão ter capacidade e organização para atenderem todos os cabo-verdianos que vivem na Europa e na América.
Se os políticos e juristas cabo-verdianos cometerem a loucura de introduzir para os emigrantes da diáspora o voto obrigatório em vez do actual voto facultativo fará com milhares de milhares de cabo-verdianas RENUNCIEM a nacionalidade cabo-verdiana e afastem de uma vez por todas de Cabo Verde com todas as consequências que isto terá a nível das remessas etc.;.. Os emigrantes da diáspora não estão com disposição para sofrerem humilhações da [*********]CRAC IA dos Consulados e Embaixadas.
Por isso deixem os emigrantes da diáspora patriótica LIVRRE sem nenhuma obrigação de em pleno inverno na América e na Europa com frio e neve terem de ir procurar o nome se estiver na lista mesmo tendo o eleitor recenseado. A desorganização da Administração Publica, dos Serviços de Cabo Verde não pode HUMILHAR OS EMIGRANTES da DIASPORA nacional patriótica.
Para terminar pergunto aos políticos e juristas de Cabo Verde para quando e que as eleições (Legislativas e Presidenciais) em Cabo Verde vão decorrer no Verão de preferência no mês de Outubro no final do verão para dar uma agradável e aconchegante oportunidade de os emigrantes da diáspora nacional patriótica de irem votar com boas condições climatéricas? O sistema as leis e os procedimentos em Cabo Verde MESTI MUDA SIM! Assina: TCC
A constituição, todinha ela é fruto da democracia instalada em 91 e a revisão pontual não tem nada a ver com o partido da ditadura e ou pensantes como você e seus pares da vassourada no corredor da AN.
A revisão pontual tem a ver com a actualização, seu asno, não muda em nada a essência constitucional. Mas, sois assim tão asnos que, até esta não descobriram quem é o D'Prieto??? Eh pá, então como vais quebrar a minha bonita cara, seu panaca??
Garcia, quem nasceu para tatu morre cavando, ah, peça para ficar no jardim onde podes ser mais produtivo e com mais buracos, porque não creio que com as suas es[*********]s consegues cavar no mosaico do corredor da AN.
Camaradamente,
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