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Como é do conhecimento de todos, a candidatura do MIDSV à presidência da CMSV foi rejeitada pelo 1º Juízo Cível do Tribunal da Comarca de S. Vicente, com bese em indigestos argumentos intencionalmente fabricados pela CRE de S. Vicente.
Todavia, a não aceitação da nossa candidatura não desmotiva a nossa luta pela inovação e desenvolvimento da nossa Ilha. De forma alguma podemos ficar indiferentes ao processo eleitoral que, de certeza, vai iniciar uma nova era para S. Vicente, desde que os eleitores façam a ecolha certa no dia 1 de Julho.
Aproxima-se o momento da grande decisão. Tudo está nas mãos dos eleitores que vão ter a oportunidade de reverter o caos sócio-económico que vem martirizando esta Ilha há 16 anos.
Das quatro candidaturas concorrentes, apenas uma conseguiu apresentar ao eleitorado sanvicentino um projecto de gestão autárquica credível e bastante próximo da plataforma divulagada pelo MIDSV. Trata-se da candiidadtura do PAICV liderada pela Srª Filomena Martins.
A MIDSV sempre defendeu uma gestão autárquica colegial que só poderia ser viabilizada por uma candidatura independente. Infelizmente, este cenário está fora de questão, e mais uma vez vamos ter que eleger uma candidata suportada por um partido político. Se a partidarização da gestão municipal é um grande mal, de entre todos os partidos concorrentes o PAICV é o “mal menor”. A candidatura deste partido é, sem margem de dúvidas, quem dá maiores garantias de uma gestão autárquica equilibrada. Detentora de reconhecida idoneidade, isenta de quaisquer anticorpos, a Srª. Filomena Martins está preparada para, em conjunção de esforços com o Governo Central, resgatar a imagem da Câmara Municipal de São Vicente e transformá-la numa verdadeira instituíção de serviço público, erradicar de vez o espectro de corrupção institucional imposta por grupos instalados neste órgão de poder local e tudo o que se mostrar lesivo aos interesses deste município, gerir cautelosamente os recursos e interesses colectivos, preservando no máximo o património municipal, nomeadamente os terrenos públicos, que consideramos um património de gerações .
A situação sócio-económica de S.Vicente é mais que dramática. É preciso repensar a forma de governar esta Ilha. Tem vindo a ser uma tradição, em S.Vicente, não se optar pela mesma côr política no poder central e local. A verdade é que esta tradição tem-se mostrado desastrosa para S.Vicente, devido a ausência de coabitação e manifesto radicalismo político entre os dois poderes. Para ilustrar esta teoria vamos ter que recuar um pouco no tempo. Nos anos 90 os eleitores colocaram o Movimento para Democracia no Poder Central e o Srº Onésim Silveira no Poder Local. São Vicente permaneceu oito anos num “estado de coma induzido” cujo responsável foi sem dúvidas o próprio autarca que optou por uma gestão de subsistência. S. Vicente ficou parado no tempo. Na década seguinte, os eleitores penalizaram o MpD pelos descalabros do segundo mandato e voltaram a colocar o PAICV no Poder Central e insistiram no MpD como Poder Local. O cenário de guerrilha política repetiu-se por mais oito anos, e S. Vicente saiu novamente a perder. Tudo isso induz aos eleitores um sentimento de mudança. Ademais, tudo indica que esta aberração política precisa ser repensada pelos eleitores no sentido de se tirar o maior proveito das eleições. É nosso entender que um partido político que suporta um governo que, apesar de algum desiquilíbrio em aguns sectores de governação, vai no terceiro mandato consecutivo, e com sucesso, está em condições de reverter o estado caótico em que se encontra a situação sócio-económica de S. Vicente.
Nesta base, o Movimento Independente para Inovação e Desenvolvimento de São Vicente (MIDSV) declara o seu total apoio à candidatura da Srª. Filomena Martins, e exorta a polpulação de S. Vicente a meditar sèriamente e votar na mudança. O futuro da nossa Ilha está nas nossas mãos. Viva São Vicente.
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Comments
Então você vai votar nos carrascos que martirizam a ilha, que no sua tese não pode excluir o governo?Se apelasse a votar na Ucid va lá que se compreendia. Agora esta posição sua é incompreens´vel e um desrespeito pelo eleitores. Com senhores deste calibre Cabo Verde está mal servido.
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