|

Diz um provérbio popular que “quando um barco no mar não sabe qual é o seu destino nenhum vento lhe será favorável”: esta é a metáfora representativa da política do ensino superior no país!
1. FOCO. A política para o ensino superior não tem foco, não se sabe de onde se partiu e muito menos para onde é que se quer chegar, consequentemente, a “política de bombeiro” é que entra em acção: a) o desemprego está elevado entre os jovens, aumenta-se o número de vagas nas universidades; b) não há recursos para contratar docentes com qualificação minimamente adequada, improvisa-se com o que aparecer no mercado quer seja sem qualificação quer seja sem competência específica; c) não há dinheiro para manter a mordomia dos dirigentes, corta-se no orçamento de aquisição de materiais laboratoriais, informáticos, bibliotecas e até em giz e apagador! Se o foco, por exemplo, fosse a qualidade, um de seus indicadores universalmente utilizados é a visibilidade medida em termos de produção científica, diga-se, produção de artigos, livros enquadrados nas normas académicas internacionais. Entre os nativos, a pontuação seria próximo a zero e as universidades, pior ainda! Pensa-se a universidade como um espaço para a reprodução de fotocópias em grandes quantidades sinalizando que os estudantes supostamente estão com muitas coisas para estudarem e que supostamente seus professores devem ter lido aquela quantidade de papéis! A universidade que se preze pelo nome constitui-se como centro de produção de conhecimento de excelência! Agora, quando se proliferam universidades como botequins e barracas em dias de festivais populares não se pode esperar que se tenha qualidade aí considerando as condições concretas que se tem.
2. ESTRATÉGIA. A inflação dos números: é o número de universidades em funcionamento, o número de estudantes no ensino superior, é o número de jovens ocupados. Não se pensa na qualidade das ofertas dessas instituições. Estudantes de diversas instituições nativas já se manifestaram publicamente contra a falta de qualidade do ensino que recebem mas não houve nenhuma resposta a contento dos manifestantes porque a promoção da qualidade não é o objectivo da política do ensino superior. A política para o ensino superior visa colmatar os grandes problemas sociais que afligem os jovens das classes mais privilegiadas, tais como, a falta de ocupação e o desemprego. Não fosse isso, qual ou quais são as especialidades dessas instituições de ensino superior? Sabe-se quais são as instituições universitárias de referência nas áreas de ciências e tecnologias, medicina, ciências jurídicas, ciências humanas e sociais no mundo, numa determinada região geográfica, porém, quais são as referências das universidades do país?
3. RESULTADOS. O ensino superior não apresenta nenhum indicador de qualidade que habilite qualquer de suas instituições integrantes a figurar entre aquelas classificadas internacionalmente como possuidoras de qualidade. Problemas com estudantes no ensino superior já “pipocam” um pouco por toda a parte no país e no estrangeiro sem que se tenha uma resposta adequada às reivindicações apresentadas e a “bomba” inicia a sua contagem regressiva para a sua explosão!!!
Como essa política de improvisos nos próximos anos os milhares de estudantes saídos das universidades com diplomas, endividados e desempregados vão juntamente com seus familiares procurar entender os motivos de suas decepções em terem “comprado gatos por lebres” mas será tarde de mais!!!!
|
Comments
é comprar um DIPLOMA que não passa de gato por lebre.
Os caboverdeanos POBRES-RICOS ou de classe média se quizerem conhecer-apreender e perceber uma ciência que venham estudar somente nos Institutos Polítécnicos e nas Universidades Públicas em Portugal(União Europeia.
As Universidades privadas em Portugal como a
Universidade Lusófona,
Universidade Fernando Pessoa,
Universidade Portucalense,
Unversidade Altântica,
e a ex Universidade Independente e a Universidade Moderna
NÃO VALEM nada e só servem para vender DIPLOMAS aos que não querem estudar.
Eu estudo o 4º ano (penúltimo ano) de licenciatura em direito no Instituto Superior de Ciências Jurídicas e Sociais (ISCJS), mas, sem falsa modéstia, actualmente, não consigo ver nenhum aluno proveniente das universidades portuguesas que consegue competir comigo. Essas universidades já tiveram bons alunos, mas actualmente, pelo menos do que se pode constatar em cabo verde, deixam muito a desejar. Desafio a qualquer recém-formado em direito no estrangeira para discutirmos qualquer disciplina que estudei até aqui. Os estudantes de direito do ISCJS se sentem envergonhados quando alguns juristas (“maxine” os recém-formado em Portugal) abrem a boca. Não respeitamos nesse particular, nenhuma universidade estrangeira. Repito, estou no 4º ano no ISCJS e domino o direito, sem falsa modéstia, mais do que muitos juristas da praça. Quem quiser que consulte um teste de um estudante de direito do ISCJS (mais difícil de que um teste que faz de acesso a magistratura (judicial ou do MºPº) e a nível de rigor não há igual em CV, consultem o número anual de desistências no ISCJS.
Desculpas, pela forma pouco organizada do escrito, por falta de tempo.
Camaradamente,
Diga como é possivel o ISCJS ter qualidade se não exitem DOCENTES com Doutoramento em Direito!
Os únicos caboverdeanos aptos a ensinarem direito são:
PHD Eva Caldeira Marques;
Doutorado Wladimir Brito;
Os demais professorizinho s-docentizinhos-biscateiros do ISCJS não tém qualificaçôes de Doutor para darem aulas na licenciatura em direito ou qulauqe outra ciência que seja.
O ISCJS NECESSITA de 20 Doutorados em Direito para que se possa afirmar que são uma Faculdade-Escola SÉRIA de direito.
Quanto ao Estudante do ISCJS, eeste so pode estar a brincar com coisas sérias. Nao obstante tenha razao quando diz que muitos que estudaram direito em PT sao fracos, é pura mentira considerar que um aluno do 4° ano do ISCJS tem um bom nivel. Não isso nao é verdade e as razoes que explicam isso sao varias. Um bom aluno do ISCJS tem um nivel de um aluno muito médio ou mediocre de uma boa universidade portuguesa. Eu, não estudei em Pt e sei que grande parte dos crioulos que estudaram neste pais sao fracos mas francamente é preciso nao esquecer que a maioria da malta que ensina no ISCJS estudou em PT. Portanto amigo Estudante do ISCJS vai ler e estudar mais entes de vier aqui armar em iluminado.
RSS feed for comments to this post