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    OPINIONS - A política de Aqueleu de Dunkin Donuts

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    Pedro Veiga
    A política de Aqueleu de Dunkin DonutsPrintE-mail
    Thursday, 03 May 2012
    Written by Pedro Veiga

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    O motim de Dunkin Donuts foi provocado por Aqueleu que ali se dirigiu acompanhado de um apoiante  para enfrentar os seus opositores, pensando, inglóriamente, que pode replicar a pérfida política de terra queimada que pratica no concelho na “terra dos livres e em casa dos bravos”, o que não deixa de ser ingénuo e a abeirar o infantilismo.

     

    Na semana passada, chegou-me a noticia que o autarca de Santa Catarina do Fogo estivesse a caminho da América para contactar a comunidade santacatarinense, tendo feito de imediato o seguinte comentário nos jornais online: “não acredito que Aqueleu venha para América agora nas vésperas das eleições quando, enquanto presidente de Câmara de Santa Catarina do Fogo, não o fez durante um mandato inteiro. Não quero acreditar mesmo! Nem desespero justificaria uma tal visita, de tanto incoerente e de todo despropositado”.

    Efectivamente,  por razoes que se desconhecem, Aqueleu Amado nao visitou esta comunidade desde Maio de 2008 quando foi eleito, o que objectivamente demonstra uma de duas coisas: ou ele pensa que esta comunidade nao tem importância no processo de desenvolvimento do município e que , por isso, deva ser ignorada ou, pelo contrário, acha que esta comunidade é afluente e dinámica, podendo representar algum perigo para ele e, por isso, deve tambem ser ignorada.

    Quer num caso, quer noutro, não se vislumbra a razoabilidade de uma tal estrategia política por ser dispicienda na sua concepção e fútil a nível de resultados.

    Mas, subjectivamente, existe a possibilidade de Aqueleu nao ter estrategia nenhuma para o desenvolvimento de Santa Catarina, o que se traduz, como é cada vez mais aparente, nas politiquices circunstanciais, do que der e vier e onde quer que seja.

    Sim, circunstanciais e do que der e vier e onde quer que seja, porque se não bastasse a circunstância de ele ser um presidente de Camara ausente e indiferente na nossa comunidade, muito menos se  compreende que Aqueleu venha à America e vá fazer politica no Dunkin Donuts em Brockton, de onde foi súbitamente retirado quando ja era iminente o ataque físico à sua pessoa, após ter-se metido em encrencas com membros da nossa comunidade, que diáriamente ali se juntam para socializar.

    Isto aconteceu ontem, dia 1 de Maio.

    E a discussão girou à volta dos resultados da sua gestão no concelho, os quais para a grande maioria dos presentes são muito negativos. Ao Djimas, que contestava a sua gestão, sem nenhum resultado visivel, o Aqueleu desvalorizou-lhe com o argumento de que ele está ausente do concelho ha dez anos, tendo Pantcho replicado que tinha acabado de regressar do concelho e que não conseguiu ver nada que a Câmara fez, nem currais para os animais.

    Ora - se nao espanta a conduta reles de Aqueleu, que a isso ja habituou os munícipes, tendo, por isso mesmo, perdido os seus mais ardentes apoiantes, que agora os “pintainhos” choramingam nas conversas de ocasião -, de um presidente de Câmara se esperava acções protocolares, com uma agenda de trabalho que incluía reuniões com a comunidade, onde então se discutiam construtivamente os problemas do concelho, com o concurso de todos – apoiantes e opositores – sem se verberar contra os Santacatarinenses, como aliás fez no Dankin Donuts, ao acusá-los de não fazerem nada para o concelho, não se dando conta de que caberia a ele, enquanto president de Câmara, aproximar-se deles e buscar os seus apoios lá onde for necessário para o bem colectivo.

    Isso, sim, seria ser um politico responsável, mas Aqueleu não é um político e muito menos um político responsável; ele é um politiqueiro de muito baixo nível que promoveu guerra e exclusão, e semeou ódio, com discursos “ca tem hipótese” e tiroteio pelo meio, mesmo à moda dos bandoleiros, que ademais, numa acção caloteira foi surpreendido às tres horas de madrugada no dia das eleições legislatives de 2011, por um grupo de munícipes, a carregar uma carrinha com cimento para compra de votos.

    Então é esse o presidente de Câmara com quem se pode falar e a quem se respeita? Give me a break, will you?

    O motim de Dunkin Donuts foi provocado por Aqueleu que ali se dirigiu acompanhado de um apoiante  para enfrentar os seus opositores, pensando, inglóriamente, que pode replicar a pérfida política de terra queimada que pratica no concelho na “terra dos livres e em casa dos bravos”, o que não deixa de ser ingénuo e a abeirar o infantilismo.

    Enquanto o objecto da discórdia  no Dunkin Donuts–avaliação negativa do desempenho camarário – pode não ser ilucidativo dos danos irreparáveis que esse sujeito provocou ao concelho, por ter sido feita no calor da discussão, quase a entrar em vias de facto, relembro, em parte,  ao Aqueleu a avaliação que lhe fizera em 2008, quando o ciclo de 3 anos para a instalação do município de que era presidente estava já no fim:

    “O programa/projecto de instalação do município contêm cinco sub-programas, que passo a transcrever: (1) sub-programa de construção e beneficiação das infra-estruturas (2) sub-programa de instalação de serviços (3) sub-programa de elaboração e implementação de instrumentos de gestão (4) sub-programa de equipamentos e mobiliãrios e (5) sub-programa de recursos humanos e materiais.

    O primeiro sub-programa de construção e beneficiação das infra-estruturas, contempla a construção de Paços de Concelho orçado em 35 mil contos, a construção de residencia oficial orçado em 15 mil contos, a construção de blocos de residência para funcionários orçado em 15 mil contos, a construção de duas unidades sanitárias de base orçados em 10 mil contos, a construção de dois jardins infantis orçados em 5 mil contos, a construção de mercado municipal orçado em 10 mil contos, a construção de centro de saude orçado em 20 mil contos, a construção de estradas e caminhos vacinais orçados em 10 mil contos, a construção de dois blocos de habitações sociais orçados em 8 mil contos, aquisição de terrenos orçado em 10 mil contos, electrificação rural e urbana orçado em 70 mil contos e, por último, a construção do sistema de abastecimento de água orçado em 20 mil contos.

    Ora, o ciclo de três anos da missão da CI ja chegou ao fim e - se exceptuarmos a construção de um jardim infantil em Maria da Cruz e alguma ajuda prestada pelo governo na area social (habitações sociais e distribuição de cimento para construção das casas de banho), bem como reduzidos prolongamentos de abastecimento de agua vindos das estruturas existentes desde os anos 90 e da electrificaçao vindos do concelho de S. Filipe para os povoados de Fonte Aleixo e Achada Furna - nao se fez praticamente mais nada.E isso significa que em termos de construção de infra-estruturas básicas para instalação dos serviços municipais o resultado é nulo, nao se fez absolutamente nada

    Mas a inépcia do presidente da CI não acaba nisso: o segundo e o terceiro sub-programas – instalacao de servicos e  elaboração e implementação de instrumentos de gestão, os quais comtemplam a instalação do gabinete técnico municipal e as elaborações de plano director municipal, de plano de desenvolvimento urbano e de plano urbanístico detalhado, nao sairam das páginas onde esta impresso o programa de instalação do município.

    E isso aconteceu por uma razão muito simples. Não se pode elaborar e, muito menos, implementar instrumentos de gestão urbana, sem, primeiro, ter terrenos para esse fim. E o presidente da CI esteve em Santa Catarina durante os primeiros dois anos, de 2005 a 2007, sòzinho e à solta, sem nenhuma oposição porque nessa altura não existia o Grupo Independente por Santa Catarina, tendo, inclusivamente, vindo à America, alegadamente para visitar os santacatarinenses, e não se preocupou com os proprietários de terrenos a fim de conhecê -los e familiarizar-se com eles, procurando estabelecer com os mesmos uma relação de cordialidade, o que, se tivesse acontecido, poderia potenciar a execução do seu programa.

    Mas o presidente da CI não estava interessado nesse engajamento, porque não se comprometeu sériamente com os munícipes.

    Curiosamente, o quarto e o quinto sub-programas - equipamentos e mobiliários, e recursos humanos e materiais, respectivamente - contêm itens relacionados com a aquisição de equipamentos vários, incluindo dois (2) veículos ligeiros, orçados em 5 mil contos, tendo o presidente da CI comprado para seu uso pessoal um JEEP PRADO por 7 mil contos, ultrapassando com essa aquisição de apenas um (1) veículo ligeiro o valor total de 5 mil contos destinados para dois (2) veículos ligeiros. Enquanto o município perdeu duzentos e tal mil contos pelo incumprimento programatico e orçamental em termos de construção das infra-estruturas básicas previstas, o presidente da CI comprou um Jeep que custou aos munícipes quase três vezes mais que o seu orcamento prevê.

    Então, isso não é brincadeira? Para a compra de um Jeep por 7 mil contos, dinheiro apareceu logo logo. E para a construção das infra-estruturas básicas, orçados em duzentos e tal mil contos, nao apareçeu até hoje um centavo sequer.

    É por demais evidente que o resultado conseguido por essa CI é mau, é mesmo confrangedor, porque não ela não sabe nada e não sabe fazer nada. Foi um disperdício total de tempo e de recursos. E a razão principal desse fiasco reside precisamente na existência de várias deficiências estruturais e organizacionais dos seus servicos. E a prova disso foi-me dada por ocasião das festas de Santa Catarina quando o seu presidente, tendo chegado tarde à sessão de abertura do forum “Pensar Santa Catarina”, pediu desculpas aos presentes, dizendo que todos os afazeres da CI recaem sobre ele.

    Santa Catarina não pode sacrificar o seu futuro por causa de um homem incompetente, inconsequente, anárquico e ditador, que, no seu relacionamento com os munícipes e com a cumplicidade do governo, adoptou uma postura assistencialista, favorecendo a militancia pardária com a intenção clara de comprar consciências e influenciar o sentido de voto, acções que reflectem total ausência de um sistema institutional e organizacional sério de gestão, cuja função é operacionalizar um programa de governação local eficaz e transparente.”

    Passados quatro anos, a avaliação actual do desempenho camarário é idêntica  à de 2008: as infra-estruturas municipais contimuam sem ser instaladas, a instação de servicos e elaboração e implementação de instrumentos de gestão foram remetidas para as calendas gregas e pelos mesmos motivos de 2008, pois, passado este mandato inteiro de 2008-2012 o presidente de Câmara ignorou totalmente a comunidade santacatarinense imigrada nos EUA, cortando a relacao com ela, nao a tendo visitado uma unica vez e tem, por cima, o desplante de públicamente falar mal dela, quexando-se de que ela não quer conceder-lhe terrenos, quando ele não fez um mínimo de esforço para desanuviar a situação, estabelecer relações cordiais com os proprietários de terras e conseguir apoios que necessitava para implementar o programa de instação do município, que ainda continua em banho-maria.

    E nao é que que ele estaria a fazer favores a ninguém. Ele foi eleito e é pago para fazer esse trabalho.



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    Pedro Veiga

    Pedro Veiga

    COLABORADOR

    BIO

    Pedro Veiga é licenciado em Gestão e Finanças pela Univerdade de Massachusetts em Boston. Fez uma longa carreira bancária nos EUA nos anos 80 e em Cabo Verde nos anos 90. Foi técnico superior do Banco de Cabo Verde e exerceu o cargo de Director da Cooperação Multilateral no Ministério dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde. Após o seu recente retorno aos Estados Unidos, dedicou-se à actividade empresarial no sector imobiliário.

    Atenção: As opiniões expressas pelos colunistas não representam a posição da FORCV. Elas apenas traduzem o ponto de vista dos mesmos. A FORCV publica artigos de opiniões de diferentes colunistas com o intuíto de apresentar diversos pontos de vistas aos nossos leitores. Por isso, convidamos pessoas interessadas a enviar artigos de opiniões para editor@forcv.com.

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    Comments  

     
    0 #25 Para o bom nome 2012-05-10 20:57
    Oh Napoleao se tivesse tempo entao pq andas aqui a mudar de nomes e a ofender um homem que simplesmente fez um artigo para contribuir pa o bem do concelho???. O Napoleao sabe que todos nos sabemos que essas ofencas vem do seu computador, o Napoleao e doente mental que anda sempre a querer candidatar mas como nao tem tido apoio vai buscando alguem para ofender, o Pedro Paulo e um grande homem se anda a conduzir taxi em Boston e pq e um homem trabalhador isso nao tem nada de mal conduzir taxi alias e um trabalho melhor que o do Napoleao que anda na limpezas de casas de banhos e que nem isso tem seguro pq esta a faze-lo muito mal, incompetente...
     
     
    0 #24 Madacruz 2012-05-10 11:30
    Napoleao e fala baratu, pixinguinha propi qui sabe so ranja confusao. Maior parti di comentario di trafudja e di sel. Invejozu i mau caracter.
     
     
    -3 #23 AMIGO DE NAPOLEAO 2012-05-09 19:50
    Porque o meu amigo Napoleao Andrade nao tem tempo para estas coisinhas ridiculas venho vos aconselhar de ladrar menos e aprender a ser homens. Muita mariquice nesta banda , xisa!
     
     
    0 #22 Ladrador 2012-05-08 19:57
    Se tudo kês Homis li ê competentes kusa kês ta spera pês concorre pa sês Municípios? Midjor contributo kes podi da ê fika li ta manda bóka. Riba pedra tudo nôs ê nadador. Katchor ki ta ladra ka ta morde.
     
     
    0 #21 VERDADE 2012-05-08 18:59
    Madjuana e Kaka e Para o bom nome e Betinho. Napoleao anda ocupado com outras coisas. Esta ignorancia pertence ao mundo dos incultos.
     
     
    -1 #20 ACADEMIA 2012-05-08 18:52
    Este Napoleao e um super homem. Nao e candidato a Presidencia da Camara Municipal, mas os burrinhos, preguicosos, ignorantes e os armados em espertinhos estao todos a " kokor" nas calcas. Da para entender? Senhor Napoleao deve tratar de candidatar nos proximos tempos.
     
     
    +2 #19 Para o bom nome 2012-05-07 23:28
    OH Napoleao vai tratar do teu trabalho pq segundo andam aqui a dizer estas em bronca pq nao estas a limpar bem as casas de banhos, o Pedro Paulo e um homem de qualidade que em sta Cartarina todos invejam pela sua competencia.
     
     
    -2 #18 POLICIA 2012-05-07 20:11
    Napoleao e rei de honesto porque confia no PAICV e luta com dignidade para seu partido. Sem caracter e aquele intruso que anda de partido em partido para procurar o poder a forca. Napoleao para alem de honesto e de bom caracter tambem dsa umas "Kokidas rijo na kabesa seku de pelada xoti".
     
     
    -2 #17 BAR BENFICA 2012-05-07 19:22
    Para nos, Napoleao era o homem certo para Camara Municipal. Tendo compreendido seus compromissos, nos de Cova Figueira em especial e Santa Catarina no geral aguardamos sempre a sua disponabilidade para este grande cargo politico e administrativo. Homem que desafia ate o diabo no fundo dos infernos. Forca senhor Napoleao, porque tens amigos de confianca em Santa Catarina. Alberto Nunes sempre falou mal de si e sempre quis seguir seus caminhos. Estudou, escreveu no jornal e quer falar da politica porque copia sempre o senhor Napoleao. Tem uma inveja enorme para o senhor.
     
     
    -2 #16 SEM CABECA 2012-05-07 19:07
    BETINHO TEVE 2 ANO E 5 MESES NO BRASIL COMPROU O DIPLOMA NA MAFIA BRASILEIRA E ARMA EM DOUTOR. UM INCOMPETENTE, COMPLEXADO QUE NEM SABE FALAR. ELE E UMA VERGONHA DE SANTA CATARINA.
     
       

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