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Tuesday, 21 May 2013
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Primeiro-ministro de CV diz que não há motivos para manifestação sindicalPrintE-mail
Wednesday, 23 May 2012
Written by FORCV

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PRAIA (Fonte: África 21 Digital) -- O primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, não vê razões para os sindicatos convocarem uma manifestação geral dos trabalhadores para o dia 01 de Junho, porque o “ambiente laboral é bom”, além da “disponibilidade total” do Governo para o diálogo, noticiou a Inforpress.

O chefe do Governo fez essas declarações durante uma conferência de imprensa, terça-feira, na Cidade da Praia, para reiterar as “mudanças” que o seu executivo está a introduzir na Administração Pública cabo-verdiana, no quadro do “Programa Mudar para Competir”.


“Consideramos que o ambiente laboral é bom e, por isso, não há lugar para manifestações e a outras reivindicações que o país poderá não suportar”, afirmou José Maria Neves, acrescentando que da parte do seu Governo existe a “abertura total” para o diálogo e uma discussão produtiva, tendo em conta, por um lado, a situação económica do país e, por outro, os interesses públicos.

Segundo o governante, neste momento está-se a discutir com os funcionários públicos o Plano de Cargos e Carreiras, após o que será analisado com os sindicatos o plano salarial.

Anunciou que em Julho vai convocar uma reunião do Conselho de Concertação Social (CCS) para a análise do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS).

Em seu entender, a discussão técnica do PCCS deve ser feita por fases, em que a primeira se baseia na fixação do desenho de cargos e da formatação das carreiras.

“Quando consensualizarmos os cargos e as carreiras, então atribuiremos um valor a cada cargo de modo que a possamos ter um PCCS”, explicou o primeiro-ministro.

Relativamente ao salário mínimo, disse que existe um consenso nesse sentido ao nível da Concertação Social, mas que, neste momento, falta um entendimento entre os empregadores, os sindicatos e o Governo sobre o valor a aplicar.

“Espero que ainda este ano possamos encontrar um entendimento em sede de Concertação Social sobre o valor do salário mínimo”, desejou o primeiro-ministro.

Sobre o 13º mês, recordou que em 2009 havia proposto a introdução deste salário que fez parte da plataforma eleitoral do seu partido, o PAICV, e que após as eleições legislativas de 6 de Fevereiro de 2011 reafirmou o tal compromisso com os cabo-verdianos.

No entanto, de acordo com as suas palavras, existem factores, nomeadamente o “aprofundamento da crise internacional”, com particular incidência na zona euro, associado ao “aumento substancial” do preço dos combustíveis que estão a inviabilizar a atribuição do 13º salário aos servidores da Administração Pública cabo-verdiana.

“Os recursos do Estado não comportariam, neste momento, a introdução do décimo terceiro mês”, salientou Neves, para quem esta questão “ficou clara” na última reunião CCS.

Quanto à participação dos sindicatos na gestão do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), adiantou que o Governo está “aberto e disponível”. Lembrou que o INPS gere não só recursos do Estado, como também das empresas e dos trabalhadores que estejam sindicalizados ou não.

“Há o acordo de princípio em relação à participação em geral dos sindicatos e dos empregadores na gestão do INPS”, assegurou o primeiro-ministro.

Em seu entender, o que falta é confirmar as instâncias e os mecanismos como a referida participação deverá ser feita, no quadro de uma solução de equilíbrio num país com a vulnerabilidade de Cabo Verde.

Instado sobre a acusação dos sindicatos de que se tem furtado ao diálogo, José Maria Neves esclareceu que, enquanto primeiro-ministro, não recebeu nenhum pedido dos representantes dos trabalhadores nesse sentido, o que não deixa de lhe causar alguma estranheza.

“A manifestação foi anunciada sem qualquer recusa por parte do Governo em relação ao diálogo”, lamentou, acrescentando que no seu Gabinete não se deu entrada de nenhum pedido de encontro com os representantes sindicais para se discutir questões relacionadas com a manifestação.

“Há, sim, pedidos em relação às lideranças dos partidos políticos e o PAICV tomará as medidas convenientes para, no seu espaço próprio, receber os sindicatos”, comentou Neves, deixando porém entender que a manifestação é um “direito legítimo” dos sindicatos e dos trabalhadores.

“Neste momento, o que quero apelar é o equilíbrio” exortou o chefe do Governo que fez notar que Cabo Verde é um país “extremamente vulnerável” e exposto a uma crise internacional dura com “fortes impactos” sobretudo nas pequenas economias insulares.



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Comments  

 
+3 #1 fontesveiga 2012-05-23 18:14
O discurso do PM nao colhe. Quando, em plena campanha eleitoral de 2011, prometeu aos trabalhadores o decimo-terceiro mes de vencimento, fe-lo demagogicamente , sabendo de antemao que nao podia cumprir essa promessa. Pensou que amanha seria um outro dia e que podia socorrer-se do expediente de PCCS para apimentar e alimentar uma saida, que deu no que estah a dar. Ele tinha a perfeita consciencia das dificuldades que Cabo Verde enfrentava, pois, a crise internacional comecou em 2007, e em Fevereiro de 2011, Cabo Verde ja estava endividado ateh aha garganta, com uma divida publica a abeirar os 100% do PIB. Nao eh, portanto, admissivel essa desculpa leviana de JMN. Mentiu! Mentiu aos Cabo-verdianos e tem de pagar o preco. A politica tem de ser feita com seriedade, etica e rigor e nao com promessas e jogp sujo para ganhar eleicoes a todo custo.
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+1 #2 Djancruco 2012-05-24 04:00
Sindicatos?

Qual o país omde um governo concorda com manifestações sindicais? Nenhum.
Ou há manifestações sindicais porque os sindicatos (dirigentes) são manifestamente "Contra" o Governo em funções - da chamada Direita, normamente - ou porque parte dos sindicatos (dirigentes) são contra o governo ( governo da chamada esquerda democrática). ou pura e simplesmente não há manifestações sindicais: Quando o governo é da Direita radical e proibe simplesmente as manifestações quer sindicais quer outras ou são da esquer radical e os chamados sindicados confundem-se com o governo ito é são manifestações do próprio governo - o que equivale a dizer que são - como nos governos da direita radical- pura e simplesmente proibidos.
O simples MEXER dos sindicatos em CAbo Verde pode denunciar dois factos: Ou são meras diversões para enganar o povoleu ou tendem e tentam desembaraça-se dos freios do Partido do Governo o PAIGC/PAICV.
Só o tempo dirá o que por aí vem.

Djancruco
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+1 #3 D-PRIETO 2012-05-24 07:58
Claro está!
O Sr. PM Zé na Ladeira está certo e com razão, pois, ele não conhece pessoas desempregadas, os amigos e familiares todos estão bem empregados e muito bem remunerado, pra ele a situação laboral é óptima e excelente, nenhum dos seus é despedido, não têm salários em atraso, no país dele não há salários baixo porque, os seus são Directores, presidentes, chefes de tudo quanto é mesa e canto do estado, nunca soube de salários milionários porque os Camaradas são legítimos filhos de Cabo verde e por conseguinte o salário que lhes são atribuídos, são direitos adquiridos pelos préstimos e vassalagem para com o PM de modo a se sentir apoiado e com circulo de amizade bem remunerado, mesmo que tenha o Tchitcho fotografo na base da pirâmide salarial e ter o Rui Araújo Spielberg no topo, são todos amigos e Camaradas.
Portanto não temos como discordar do homem, ele tem toda a ração, então o velho ditado já não tinha dito que ‘‘DOIDO, É QUEM PARTE E REPARTE E FICA COM A PARTE MAIS PEQUENA’’. Simplesmente está fazendo acontecer a profecia, pena, tem-na a galinha, pombos e outras aves, E eu?? …dos que colocaram o homem no trono para cumprimento desta profecia, nem pena quanto mais asas.
Camaradamente, que tal mais um mandato???
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0 #4 carlos mendes 2012-05-24 20:29
Após ler D-PRIETO, está tudo tido. Este PM deve estar a procura de si próprio, algures...
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0 #5 MEDIA WATCH 2012-05-25 20:53
O QUE OS JORNAIS DE CABO VERDE ESCONDEM..

Corpo do francês à espera da autópsia
Criado em 12-05-25
O corpo do francês assassinado nesta quinta-feira, em São Vicente, ainda está à espera da chegada de um médico legista da Cidade da Praia para ser autopsiado. Joseph Pelael, de 69 anos, terá sido vítima de três indivíduos que assaltaram o seu iate, em reparações na ex-ONAVE, e espancaram-no, provocando-lhe graves ferimentos.

Depois de encontrado por um colega que accionou os bombeiros de São Vicente, Pelael foi transportado ao Hospital Baptista de Sousa, mas não resistiu aos ferimentos. Quanto aos supostos homicidas foram presos ainda ontem pela Polícia Nacional, que também recuperou portátil, telemóveis e uma quantia em dinheiro da vítima.

O caso está entregue à Polícia Judiciária, que espera a chegada do médico-legista para apurar a causa da morte e ainda nesta sexta-feira apresentará os suspeitos ao Tribunal de São Vicente.
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+1 #6 Sandy Viva Liberdade 2012-05-26 11:08
Este PM de Cabo Verde, deve pensar que esta a falar com as 1001 mulheres la do harém poligâmico da prainha, ou seres la do cobom de onde ele saiu.A liberdade é o direito de fazer tudo o que as leis consentem, tem limites que a justiça lhes impõe, mas não em casos de liberdade de expressão como este de greve.
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