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Com excelente apoio do EME Marketing e Eventos, consegui levar um grupo de Lowell High School a Cabo Verde. Passamos uma semana na Praia. Foi uma semana intensa que nos pareceu que ali estivemos 20 dias. Antes da nossa partida, o consulado geral de Boston também ajudou e muito.
No dia da nossa chegada a Cabo Verde, o Presidente da República ofereceu-nos um almoço ao som de música típica caboverdiana. Mais tarde, no “nosso” hotel tivemos um jantar e refletimos sobre o dia.
No segundo dia começamos na Quebra Canela e ali estavam jovens de SOS de Assomada que vieram para celebrar com jovens americanos. Depois fomos almoçar na esplanada Morabeza no plateau e mais tarde desfilamos no carnaval da capital. Com bandeiras dos EUA, juntamo-nos à escola Secundária da Várzea que também estava com música e tabanka. À noite estivemos no restaurante KAPPA para um jantar delicioso.
No terceiro dia estivemos na universidade de Cabo Verde e tivemos uma aula sobre a língua e cultura caboverdiana com o professor-Doutor Manuel Veiga. A aula foi excelente e informativa. Mais tarde, visitamos o município de S. Domingos. Começamos no Liceu, centro do Município e depois fomos recebidos por Sua Excelência o Sr. Presidente da câmara de São Domingos. Ele juntou-se a nós na quinta da montanha para um almoço típico e música de excelência. Os músicos, todos filhos de S. Domingos souberam mostrar que realmente em S. Domingos existe amor, morabeza e amizade. À noite o nosso jantar foi no “Poeta”.
No quarto dia via S.Domingos, S. Jorge dos Órgãos, Aldeia SOS de Assomada, parque de Serra Malagueta e chegamos ao Tarrafal. Começamos no ex-campo de concentração onde ainda existem pesadas emoções. Depois, na praia do presidente desfrutamos nosso almoço. Membros do grupo nadaram, aventuraram-se na “gruta submarina” e foi mesmo genial. À noite estivemos no restaurante Tia Irene. A comida estava deliciosa. Aliás, as únicas queixas que tivemos eram que as comidas eram boas e demasiadas.
No quinto dia, dia de Cinzas, foi a vez da cidade velha. Começamos no posto sanitário/médico porque alguns elementos do grupo precisavam de pequenas assistências. Visitamos os monumentos e aprendemos de um filho da cidade, grande fonte de informação sobre a cidade berço de Cabo Verde. Ali, ao som de músicas de grande envergadura, almoçamos a comida típica de Cinzas. Delícia! Tivemos também o privilégio de falar com a ministra Dra. Cristina Duarte e o edil de Cidade Velha— que tinha um staff para nos guiar. Um dos elementos do grupo comendo cana com faca de mesa acabou por se machucar. Uma senhora enfermeira que ali se encontrava com a família no almoço se disponibilizou em ajudar—e fomos à enfermaria onde se deu a devida atenção ao jovem machucado. Regressamos a Praia e tivemos um jantar de qualidade no restaurante AVIS no plateau.
Depois de cinco dias intensos, no sexto dia estivemos na Assembleia da República. A amabilidade de uma técnica parlamentar em mostrar-nos a casa parlamentar caboverdiana foi espetacular. Depois da visita, dirigimo-nos à esplanada na casa parlamentar para refrigerantes e pastéis. Surpreendido, vi a minha Professora da quarta classe, a Dona Yolanda. Professora que ainda tenho no meu coração pela forma como nos tratou. Ela nos dava tudo e amava seus alunos. Obrigado Professora.
Depois do parlamento, tivemos um encontro de reavaliação da nossa visita a Cabo Verde com quadros da Embaixada dos EUA em Cabo Verde, incluindo a senhora embaixadora que desafiou os elementos do grupo a serem “novos embaixadores” de Cabo Verde nos EUA. A manhã terminou com um almoço em Kebra Kabana. No período da tarde visitamos o jardim infantil Girassol de Terra Branca, Liceu da Várzea que nos acolheu com tabanka e batuco. Nessa mesma tarde tivemos o privilégio de encontrar com o presidente Pedro Pires na fundação Amílcar Cabral que nos deu uma “aula” sobre Amílcar Cabral e luta de libertação nacional. Visitamos também a escola EBI Girassol de Várzea, e à noite para concluir o nosso programa, tivemos uma noite espetacular no Quintal de Música.
No dia seguinte, todos tristes, todos chorávamos porque era o dia do regresso. A nossa viagem de regresso foi boa e entre nós—os 19 do grupo acredito que Cabo Verde ficará eternamente nas nossas memórias. Nos EUA, o reitor mandou uma lista de afazeres sobre Cabo Verde. Ele também acha que é caboverdiano agora. Fiquei a saber que muitos estão a levantar de madrugada---chorando saudades de Cabo Verde e outros querem cozinhar pratos de Cabo Verde.
Quando fomos a Cabo Verde três outros grupos tinham saído com destinos diferentes. Paris, Roma e Madrid. Aqui na High School não se fala de Paris, Roma ou Madrid….mas fala-se de Cabo Verde. Realmente, como se costuma dizer, “Cabo Verde está na moda” pelo menos aqui em Lowell High School.
Vamos todos encontrar-nos numa tarde caboverdiana na minha residência em Lowell e já iniciamos as inscrições para a nossa próxima jornada em Cabo Verde – que vai incluir uma outra ilha também.
Em nome de Lowell High School e do grupo dos 19, queria agradecer a Cabo Verde e seu povo pela amabilidade e morabeza. Valeu a pena e iremos mais vezes.
Prof. Julio C de Carvalho
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Comments
Qual foi o objectivo desse périplo pelas terras de sodade? Será que esse transbordar pelas fronteiras da morabeza teve alguma afinidade com o curriculum que pratica na sua escola - existe alguma simbiose entre o circuito que fizeram pela terra Badia, com a didáctica e a pedagogia da disciplina que ensina - ou foi ele feito em titulo de entretenimento?
Faço esta pergunta porque o seu artigo foi um tanto ou quanto opaco nesse respeito.
As obras falam mais alto de que as palavras.
Parabens, Iniciativas desta so tem que ser louvavel. Os resultados virao depois todos sairemos a ganhar. Vejo as criticas, porque e mais simples, mas ninguem perguntou o quanto custou ou como foi possivel organizar uma visita desta. Vivemos neste pais que precisa tambem conhecer e compreender a nossa realidade/comunidade. Obrigado
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